SÃO PAULO, São Paulo - A editora Metanoia liberou algumas páginas do recém-lançado livro Museologia LGBT, do museólogo Tony Boita para ler de forma gratuita


Fonte: Metanoia Editora (reprodução)

Para acessar, clique aqui.

Resultado de dez anos de pesquisa, a obra, apresentada por Camila Moraes, com ilustrações de Ricardo Valery Sanzi, traz um artigo inédito.

O livro revela um movimento de resistência múltiplo e diverso, com o levantamento de mais de uma centena de iniciativas que positivam as memórias LGBT ao redor do mundo. Trata-se de uma cartografia social, perpassada por subjetividades, aberta e rizomática. Pesquisadores do campo da memória, do patrimônio e dos museus encontrarão nele um exemplo de estudo antropológico e etnográfico.

Os bens patrimoniais e os museus foram, desde os seus primórdios, espaços de identidades moldadas na figura masculina, na heterossexualidade, na branquitude, na propriedade e na colonialidade. Palcos da norma buscaram – e ainda buscam – o apagamento das diferenças, por vezes encenadas em uma diversidade redutora.

Assim, os corpos, os saberes, os lugares e as expressões LGBT têm sido sistematicamente excluídos das políticas patrimoniais e dos museus institucionalizados. Esse mecanismo de negação dos direitos culturais dessa população é revelador de um sistema hetero-cis-normativo, que busca apagar as histórias e as memórias associadas às sexualidades desobedientes.

Construídas entre afetos e resistências, as memórias transviadas ressurgem em iniciativas reveladoras da força e das redes de pessoas travestis, transexuais, lésbicas, bissexuais e gays.

O autor
Tony Boita é Museólogo, Especialista em Gestão Cultural, Mestre em Antropologia Social e Doutorando em Comunicação (PPGCOM/UFG). Participa e desenvolve projetos de ensino, pesquisa e extensão relacionados a populações vulneráveis brasileiras desde 2011, tendo em vista a promoção da cidadania e cultura por meio de exposições e mídia digital.

Em 2015, coordenou o projeto Memória LGBT no Museu de Favela, Pavão, Pavãozinho e Cantagalo (MUF). É editor da Revista Memória LGBT e articulador da Rede LGBT de Memória e Museologia Social. Atualmente, é diretor do Museu das Bandeiras, Museu de Arte Sacra da Boa Morte e Museu Casa da Princesa, instituições vinculadas ao Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM).

O livro está disponível para aquisição no site da Editora Metanoia, clique aqui.

Fonte: Editora Metanoia (e SISEM-SP)

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