SÃO PAULO, São Paulo - Mostra ‘TRANSLETRAS – Augusto de Campos’, em cartaz na Biblioteca Mário de Andrade até 11 de junho, foi um dos contemplados pelo programa de fomento à cultura do Governo de São Paulo ProAC Editais

A Secretaria de Cultura e Economia do Estado levou à Biblioteca Mário de Andrade a exposição Transletras – Augusto de Campos, projeto beneficiado pelo programa de fomento ProAC Editais. A mostra celebra os 90 anos do artista-poeta reunindo cartazes, estudos, manuscritos e obras inéditas produzidas entre 1974 e 1985 e expandidas a partir dos poemas em letraset.

90 anos de um artista
Viabilizada pelo edital de exposições do ProAC 2019 a mostra TRANSLETRAS foi idealizada pela N+1 Arte Cultura sob curadoria de Daniel Rangel. O período revelado na exposição representa a fase de transição dos meios analógicos para os digitais na produção de Augusto. Vídeos, esculturas e objetos poéticos são alguns dos suportes que o artista utilizou para expandir seus poemas para além do papel. “Foi como encontrar uma caixa de pandora, por isso escolhi o não recorte-curatorial como caminho” afirma Daniel Rangel. “O que vi era tão precioso que deu vontade de exibir para o público toda a produção em letraset desse período.”

Com uma trajetória caracterizada pela interdisciplinaridade, Augusto de Campos, que completou 90 anos no dia 14 de fevereiro, é um dos maiores poetas e tradutores do país. Nos últimos anos, foi agraciado com dois importantes prêmios internacionais, o Pablo Neruda, no Chile, e o Jannis Pannonnis, na Hungria, mesmo escrevendo em português.

Sobre Augusto de Campos
Nascido em São Paulo, em 1931, é poeta, tradutor, ensaísta, artista visual e crítico de literatura e música. Sua bagagem literária registra numerosas publicações, de 1951 a 2020. Com Haroldo de Campos e Décio Pignatari, lançou em 1952 o livro-revista Noigandres, origem do grupo literário que iniciou o movimento internacional da Poesia Concreta no Brasil. Em 1953, produziu a série de poemas em cores, “Poetamenos”, primeira manifestação da poesia concreta brasileira. Em 1956 participou da organização da 1ª Exposição Nacional de Arte Concreta, no Museu de Arte Moderna, em São Paulo. A partir de então seus trabalhos foram incluídos em diversas exposições nacionais e internacionais de poesia concreta e visual e em antologias editadas no exterior. Comoas publicações “Concrete Poetry: an International Anthology”, organizada por Stephen Bann (London, 1967), “Concrete Poetry: a World View”, por Mary Ellen Solt (University of Bloomington, Indiana, 1968), “Anthology of Concrete Poetry, por Emmet Williams” (NY, 1968) entre outras. Sua produção poética, iniciada em 1951, com o livro “O Rei Menos O Reino”, está reunida principalmente em “Viva Vaia” (1979), “Despoesia” (1994) e “Não” (2003), além de “Poemóbiles” e “Caixa Preta”, coleções de poemas-objetos em colaboração com Julio Plaza publicados em 1974 e 1975, respectivamente. Em 2017, também com curadoria de Daniel Rangel, o artista-poeta realizou REVER, a maior exposição organizada sobre sua produção, no SESC Pompéia. Em 2018 recebeu os prêmios internacionais de poesia Pablo Neruda, do Chile, e Jannis Pannonius, da Hungria.

Serviço
Exposição: TRANSLETRAS – Augusto de Campos
Curadoria: Daniel Rangel
Idealização: N+1 Arte Cultura
Local: Sala Tula Pilar Ferreira – Biblioteca Mário de Andrade
Período: 12 de fevereiro a 11 de junho de 2021
Horários: Segunda a sexta (13h às 16h) – horários podem alterar conforme decretos relacionados à Covid-19.
Classificação indicativa: livre

Fonte: Secretaria de Cultura e Economia SP

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