DISTRITO FEDERAL, Brasília - A oficina é realizada no âmbito da preparação da Candidatura Seriada do Conjunto de Fortificações do Brasil a Patrimônio Mundial


Forte dos Reis Magos, em Natal (RN), parte da candidatura seriada do Conjunto de Fortificações do Brasil (Foto: Acervo Iphan)

O forte dos Reis Magos, em Natal (RN), candidato a Patrimônio Mundial – em candidatura seriada do Conjunto de Fortificações do Brasil – será tema de uma oficina participativa, promovida pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) na próxima quinta-feira (04). A ação é parte do processo de elaboração do Plano de Conservação do Forte dos Reis Magos, em Natal, Rio Grande do Norte: metodologias participativas virtuais e é realizada pela Coordenação-Geral de Conservação (CGCO) e pelo Núcleo de Educação Patrimonial do Departamento de Cooperação e Fomento (Nep/Decof).

Além dos técnicos do Iphan, participam da oficina os membros do grupo técnico estadual do Rio Grande do Norte e representantes da comunidade de Natal. Serão usadas ferramentas virtuais, nuvens de palavras e metodologias participativas, nas quais a reflexão é provocada por uma série de perguntas voltadas para fomentar a participação.

As oficinas virtuais participativas são realizadas no âmbito da preparação da Candidatura Seriada do Conjunto de Fortificações do Brasil a Patrimônio Mundial e buscam inserir a dimensão afetiva do Patrimônio Cultural nos Planos de Conservação dos monumentos. Isso torna os processos de valorização e preservação mais efetivos, na medida em que as decisões não são tomadas apenas por especialistas, mas, principalmente, pelas pessoas que vivenciam e ressignificam os bens culturais.

A ação integra o I Plano de Gestão de Bens Culturais Materiais (PGBCM), que tem como prioridade, dentre as linhas de atuação, a valorização da Arquitetura Militar das Fortificações Brasileiras. Ainda para o primeiro semestre de 2021 estão programados oito planos de conservação de fortificações e quatro diretrizes para atuação. Até o final do ano, o I PGBCM pretende formular, em parceria com o Ministério da Defesa (MD) e a Diretoria do Patrimônio Histórico e Cultural do Exército (DPHCEx) o Programa de Valorização das Fortificações Brasileiras.

Forte dos Reis Magos
Construído entre 1598 e 1630 na barra do rio Potengi, o forte dos Reis Magos tem seu traçado atribuído ao padre jesuíta Gaspar de Sampères, de acordo com teorias arquitetônicas renascentistas italianas do século XVI. O desenho da planta possuía a forma clássica do forte marítimo: um polígono estrelado, no qual o ângulo reentrante ficava na direção norte.

Em 1894, o forte deixou de ser considerado um elemento defensivo para o Exército, sendo desativado em 1904. Ainda assim chegou a ser usado durante a 1ª Guerra Mundial. Passou para a guarda da Marinha no início do século XX, quando ocorreu a instalação de um farol que funcionou, também, como morada do faroleiro e sua família. Após sofrer um grave processo de degradação, o forte foi tombado pelo Iphan em 1949, e restaurado entre 1953 e 1958.

Candidatura a Patrimônio Mundial
Em 2016 o Iphan apresentou à Unesco a candidatura seriada do Conjunto de Fortificações do Brasil a título de Patrimônio Mundial. São 19 bens, fortes e fortificações, construídos entre os séculos XVI e XIX, localizados em dez estados do país. O conjunto representa as construções defensivas implantadas no território nacional, nos pontos que serviram para definir as fronteiras marítimas e fluviais do país. Importantes testemunhos do histórico de ocupação, defesa e integração do território nacional, sua inclusão na lista de bens de excepcional valor universal criará um compromisso internacional por sua preservação.

Fonte: Iphan

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