RIO DE JANEIRO, Rio de Janeiro - Roda de conversa on-line com o crítico de arte Moacir dos Anjos marca o lançamento do programa curatorial no dia 30 de abril


Foto: divulgação

O Museu de Arte do Rio apresenta ao público a partir do dia 30 de abril "A banca de jornais", de Nelson Leirner. Incorporada ao acervo do museu em 2020, o trabalho é o primeiro item da Coleção MAR a integrar o programa "Leituras da Coleção". O projeto, que propõe um diálogo entre os acervos bibliográfico e museológico da instituição, irá eleger uma obra por temporada para ocupar o espaço expositivo da biblioteca. Durante o período em cartaz, proposições educativas e artísticas serão realizadas em torno do trabalho.

Desde os anos 1960, Nelson Leirner (1932-2020) lançou mão da heterogeneidade de materiais e conceitos para realizar sua produção, apropriando-se de imagens populares advindas da cultura de massa. O artista paulistano utilizava referências multi-condicionadas, desde mídias impressas, como jornais e revistas, a objetos recorrentes nos camelôs e lojas espalhadas pelo comércio popular nas ruas da cidade.

"Em sua produção, criavam-se fronteiras difusas entre a arte e a antiarte, que se interceptavam. Leirner trabalhou com signos irônicos, bonecas Hello Kitty, imagens da Mona Lisa, se aproveitando de situações críticas ao sistema da arte e às instituições consagradas, lidando tanto com representações da identidade cultural de uma suposta elite, quanto com um cotidiano banal e acessível. A força estética das peças criadas pelo artista reside mais na proposição de ideias do que na qualidade material ou de execução do trabalho", explica Marcelo Campos, curador-chefe do MAR.

Em "A banca de jornais", Leirner se apropria de uma banca em tamanho real, e, com isso, a obra apresenta-se repleta de jornais, revistas, pôsteres, miniaturas, selos. A distinção entre arte e cultura popular fica cada vez mais fluída. A atração pelo consumo e pela informação torna-se aguçada pela quantidade de materiais presentes.

Ainda sem data de reabertura presencial por conta do grave cenário da pandemia do novo coronavírus no Rio de Janeiro, o MAR irá inaugurar "A banca de jornais" por meio de uma roda de conversa on-line, no dia 30 de abril, às 17h, com a participação do curador e crítico de arte Moacir dos Anjos. Especialista na obra de Leirner, o pernambucano irá debater sua obra e trajetória, assim como os principais aspectos relacionados à arte e à educação que seu trabalho provoca nas relações com o público. A atividade, com transmissão ao vivo pelo canal do museu no Youtube, contará com mediação de Marcelo Campos e dos educadores do MAR, Fernando Porto, Guilherme Marins e Maria Rita Valentim.

O Museu de Arte do Rio
Iniciativa da Prefeitura do Rio em parceria com a Fundação Roberto Marinho, o Museu de Arte do Rio passou a ser gerido pela Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI) desde janeiro deste ano, apoiando as programações expositivas e educativas do MAR a partir de um conjunto amplo de atividades para os próximos anos. "A OEI é um organismo internacional de cooperação que tem na cultura, na educação e na ciência os seus mandatos institucionais, desde sua fundação em 1949. O Museu de Arte do Rio, para a OEI, representa um instrumento de fortalecimento do acesso à cultura, intimamente relacionado com o território, além de contribuir para a formação nas artes, tendo no Rio de Janeiro, por meio da sua história e suas expressões, a matéria-prima para o nosso trabalho", comenta Raphael Callou, Diretor e Chefe da Representação da OEI no Brasil.

Após o início das atividades em 2021, OEI e Instituto Odeon celebraram parceria com o intuito de fortalecer as ações desenvolvidas no museu, conjugando esforços e revigorando o impacto cultural e educativo do MAR, onde o Odeon passa a auxiliar na correalização da programação.

O Museu de Arte do Rio tem o Instituto Cultural Vale como mantenedor, a Equinor como patrocinadora master e a Bradesco Seguros como patrocinadora, todos por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura; e, como copatrocinadora, a PetraGold, por meio de recursos próprios.

A Escola do Olhar conta com o apoio do Itaú Cultural, da Machado Meyer Advogados e do Icatu Seguros via Lei Federal de Incentivo à Cultura. Por meio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura – Lei do ISS, é também patrocinada pelo Grupo GPS, RIOgaleão, ICTSI Rio Brasil, ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) e HIG Capital.

O MAR conta ainda com o apoio do Governo do Estado do Rio de Janeiro e realização da Secretaria Especial de Cultura, Ministério do Turismo e do Governo Federal do Brasil, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura.

Mais informações em museudeartedorio.org.br

Fonte: divulgação por e-mail

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