SÃO PAULO, São Paulo - Mais indivíduos estão conectados à web todos os dias


Fonte: Apresentação da pesquisa Hábitos Culturais II (Itaú Cultural/DataFolha)

Apresentações de música, teatro e dança e podcasts experimentam crescimento de público online. Webinares e visitas a museus e exposições perdem terreno em 2021. Atividades on-line devem se manter após volta à normalidade.

Os brasileiros aumentaram o consumo de atividades culturais no ambiente on-line durante a pandemia e pretendem manter o hábito após a volta à normalidade. O dado consta da pesquisa Hábitos Culturais II, realizada em conjunto pelo Itaú Cultural e pelo Datafolha.

Segundo o levantamento, que ouviu 2.276 indivíduos em todo o país, entre os dias 10 de maio e 9 de junho, o aumento de consumo de cultura no ambiente virtual ocorreu no momento em que os brasileiros passaram a ficar mais conectados à internet. De acordo com o levantamento, 76% dos entrevistados informaram que passaram a se conectar todos os dias. Em 2020, o índice era de 71%.

De acordo com a pesquisa, o consumo de apresentações artísticas de teatro, dança e música disparou. No ano passado, 20% dos indivíduos diziam que consumiam este tipo de atividade no ambiente on-line. Este ano, o índice dobrou esubiu para 40%.

Outra atividade que teve forte crescimento durante a pandemia foi a audição de podcasts. Em 2020, 24% dos entrevistados informaram que acessavam plataformas do gênero. Este ano, o índice subiu para 39%, um salto de 15 pontos percentuais.

O consumo de jogos eletrônicos também avançou, com salto de32% para 43% no percentual de entrevistados que realizaram a atividade, no comparativo entre 2020 e 2021.

O consumo de música on-line também ganhou novos adeptos (de 74% para 79%), bem como o consumo de filmes e séries, que saiu de 68% para 75% dos entrevistados. Ganharam terreno de consumo on-line, ainda, os cursos livres (de 35% para 41%) e a leitura de livros digitais (de 36% para 40%). Espetáculos infantis, por sua vez, se mantiveram estáveis (23%).

“A indústria da cultura soube reagir aos desafios da pandemia e rapidamente levou a sua produção para o ambiente on-line onde encontrou uma audiência ávida por entretenimento, reflexão e novas experiências”, diz Eduardo Saron, diretor do Itaú Cultural. “Instituições, corpos estáveis, grupos artísticos e uma legião de profissionais da área criaram um ambiente mais leve para estes tempos tão duros”, completa ele.

Quedas
A pesquisa Itaú Cultural/DataFolha aponta, entretanto, quenem todas as atividades ganharam força on-line durante a pandemia. Os webinares, que estouraram logo no início do distanciamento social, perderam terreno. Em 2020, 30% dos entrevistados praticavam a atividade. Em 2021, o índice caiu para 23%.

As visitas on-line a exposições e museus também recuaram. No levantamento realizado em 2020, 16% diziam realizar este tipo de atividade. No levantamento atual o índice encolheu para 11%.

Outras atividades
Esta edição procurou investigar, ainda, outras atividades não mensuradas na versão anterior da pesquisa. De acordo com o levantamento, oíndice de consumo virtual de seminários ficou em 24%, seguido por aulas ou oficinas de arte (21%), visitas a centros culturais (15%), oficinas de criação para crianças (15%) e projetos artísticos (12%).

Manutenção de hábito
A pesquisa Itaú Cultural/Datafolhatambém apontouque o hábito de consumir atividades culturais on-line tem boas chances de se manter no pós-pandemia.
De acordo com os dados, 80% dos que assistiram a apresentações de teatro, música e dança nesse ambiente pretendem seguir com a prática mesmo após a volta à normalidade. O índice é o mesmo declarado para aulas ou oficinas de arte.

Já entre os espectadores de apresentações infantis, o índice é de 81%, semelhante aos 82% declarados pelos habitués de seminários nas redes.

É menor o índice de continuidade da prática no caso das exposições e museus (67%). Registraram patamares equivalentes, estatisticamente, visitas virtuais a centros culturais (78%), oficinas de criação para crianças (75%) e visitas guiadas a projetos artísticos (76%).

Acesso e aumento de interesse
Outro dado levantado pela pesquisa mostra que as atividades on-line ampliaram o acesso e aumentaram o interesse do público para a cultura.

De acordo com o levantamento, 72% informaram que as atividades on-line permitiram acesso a atividades culturais que, de outra forma, não seriam experimentadas. Na pesquisa anterior, realizada em 2020, o índice tinha sido de 67%.

O conteúdo on-line ampliou o acesso especialmente entre os jovens de 16 a 24 anos onde a concordância com a afirmativa foi de 79%. Os que se dizem menos impactados foram os indivíduos entre 45 e 65 anos, que apontaram taxa de concordância de 69%.

O interesse por atividades culturais também aumentou graças à oferta de conteúdos on-line. Os mais impactados foram os indivíduos entre 16 e 24 onde a concordância com a afirmativa foi de 64%. O estrato da Classe C registrou 59% de concordância com o benefício.


Fonte: Apresentação da pesquisa Hábitos Culturais II (Itaú Cultural/DataFolha)

Público dará preferência a atividades presenciais no pós- pandemia, indica levantamento Itaú Cultural/Datafolha
Embora o consumo on-line de atividades culturais durante a pandemia tenha crescido, a experiência presencial segue sendo a preferida do público na volta à normalidade, de acordo com a pesquisa ItaúCultural/Datafolha

Segundo o levantamento Hábitos Culturais II, realizado em parceria pelo Itaú Cultural e Datafolha, diante da oferta simultânea de shows de música ao vivo e on-line, 62% optariam pela experiência presencial, patamar igualmente verificado entre os visitantes de centros culturais.

Em apresentações de circo, teatro ou dança, a modalidade presencial também surge como a preferida, segundo 64% dos respondentes. O mesmo índice é encontrado para apresentações infantis.

Também têm alta aderência à experiência presencial as aulas e oficinas de arte (65%), as exposições e museus (63%)e as oficinas de criação para crianças (84%). Já entre os espectadores de seminários e de projetos artísticos guiados, os índices de opção pelo presencial são menores: 52% e 48%, respectivamente.

Convívio e interações
A opção pelo presencial tem como principal motivação a retomada do convívio social, mais do que a experiência artística em si. De acordo com a pesquisa Itaú Cultural/Datafolha, 37% declaram que o contato pessoal é a principal razão para optar pelas atividades presenciais no retorno à normalidade.

Segundo o levantamento, 13% consideram que a carga emocional do evento é maior em atividades presenciais, 10% preferem esta modalidade para sair da frente do computador e 8% consideram que o evento prende mais a atenção ao vivo.

Apenas 2% dizem preferir o presencial por conta da qualidade de imagem e áudiona hipótese de oferta simultânea, mesmo índicedos que participariam presencialmente somente se não houvesse a alternativa de transmissão on-line.

Para 5%, a participação nos eventos presenciais está condicionada à vacinação, 15% declaram que não irão a eventos do gênero e 8% não souberam responder.

On-line
Entre as motivações para escolher os eventos on-line estão a comodidade e a flexibilidade de horário, de acordo com 25% da amostra. Já 13% escolheriam eventos on-line em razão da segurança física e de saúde (13%), evitar deslocamento (11%), economia (7%) e praticidade (5%). Para 2% a esta opção recairia em atividades individuais ou para evitar condições meteorológicas desfavoráveis (2%).

Público sentiu falta de entretenimento e convívio social com fechamento de atividades culturais
Cinema, apresentações artísticas, bibliotecas e programação infantilforam as atividades que mais fizeram falta para os entrevistados

A pesquisa Hábitos Culturais II, do Itaú Cultural/Datafolha, mostra que aumentou o índice dos indivíduos que estão sentindo falta de entretenimento combinado a convívio social, no comparativo com o levantamento realizado em 2020.

Nesta nova rodada da pesquisa, 42% declaram que estão sentido falta de entretenimento e diversão como consequência do fechamento das atividades culturais. Em 2020, o índice era de 38%.

A pesquisa mostra aindaque o convívio social está fazendo falta para os espectadores. Segundo 41% dos entrevistados, o que mais faz falta no fechamento das atividades de cultura são as interações com outras pessoas. Em 2020, o índice alcançava 20% da amostra.

A falta de convívio decorrente da interrupção de atividades culturais presenciais é mais aguda entre as mulheres (44%) do que entre os homens (38%). O fenômeno sensibiliza mais os jovens de 16 a 24 anos (47%) e os adultos mais velhos, entre 45 e 65 anos (45%), do que as faixas de idade intermediárias de 25 a 34 anos (34%) e 35 a 44 anos (38%), e é mais perceptível no interior do país (45%) do que nas capitais e regiões metropolitanas (37%).

O lazer em família é outro ponto que deixou lacunasdurante a pandemia. Dos entrevistados, 23% estão sentido falta de atividades culturais para o lazer em família, índice 11 pontos percentuais maior que os 12% verificados na pesquisa anterior.

O público também está sentindo falta de ampliação de conhecimento e de conhecer coisas novas (9%, agora, contra 8% em 2020) e 6% declaram sentir falta de atividades culturais para o equilíbrio emocional.Outros 2% afirmam sentir falta de atividades infantis (2%, agora, contra 3% no ano passado) e 7% dizem não sentir falta de nenhuma atividade cultural (eram 18% em 2020).


Fonte: Apresentação da pesquisa Hábitos Culturais II (Itaú Cultural/DataFolha)


Atividades que mais fizeram falta
A pesquisa Itaú Cultural/Datafolha também perguntou aos entrevistados qual a atividade cultural que mais fez falta durante a pandemia. Em uma lista em que foram consideradas as três atividades preferidas, cinema ficou em primeiro lugar, com 67% das respostas, seguido por apresentações artísticas (32%), bibliotecas (21%), empatada com atrações infantis (20%), ecentros culturais (17%). Seminários pontuaram com 12%, mesmo índice de aulas e oficinas de arte. Exposições e museus tiveram 15% das preferências na lista tríplice, seguidos por oficinas de criação para crianças (9%). Já 8% disseram sentir falta de saraus de poesia, literários e 3% de projetos artísticos guiados. Outros 6% declararam não sentir falta de nenhuma das atividades apresentadas pelos pesquisadores.

Retomada da cultura deve trazer maior circulação nas cidades
Cresceu o número de brasileiros que pretende buscar entretenimento cultural fora de seu bairro, especialmente entre os mais jovens ehomens da classe social A/B

A pesquisa Itaú Cultural/Datafolha, Hábitos Culturais II, também mostra que a volta das atividades culturais deve provocar maior circulação dos indivíduos nas cidades. Segundo o levantamento, 51% dos entrevistados este ano disseram que pretendem realizar atividades culturais fora de seus bairros, quando a rotina voltar ao normal. Em 2020, o índice era de 44%.

Os que diziam que frequentariam atividades culturais em seus bairros somavam 47% em 2020. Este ano, são 32%, uma redução de 15 pontos percentuais, o que mostra maior disposição para circular pela cidade para desfrutar de atividades culturais.

Os homens (52%) e mulheres (49%) apresentam disposição equivalente para sair de seus bairros para realizar atividades culturais. Por perfil e classe social, os indivíduos da Classe A/B estão mais propensos a buscar cultura fora da sua região de moradia (58%), no que é seguida pela D/E (51%). A Classe C parece mais acomodada, segundo o levantamento, com apenas 46% declarando disposição para circular pela cidade para vivenciar atividades culturais.

A circulação entre bairros será mais intensa no Rio de Janeiro (58%) que em São Paulo (49%). A pesquisa captou maior disposição para circulação nas capitais e regiões metropolitanas (53%) do que nas cidades menores do interior (49%).

A escolaridade também influencia a disposição para circulação pelo território e é maior entre os que têm ensino superior (58%) do que entre os indivíduos do ensino médio (50%) e fundamental (47%).

A idade é outro fator que impacta na decisão de circulação pela cidade para o acesso a atividades culturais. Os mais dispostos a buscar eventos em outros bairros são os mais jovens, de 16 a 24 e de 25 a 34 anos, ambas as faixas com 57%. O índice cai entre os indivíduos de 35 a 44 anos (48%) e de 45 a 65 (45%).

Saúde mental afeta lares de 36% dos entrevistados. Atividades Culturais on-line ajudaram a melhorara qualidade de vida durante a pandemia
Redução de estresse, melhora de convívio e diminuição da solidão são apontados como benefícios de cultura virtual


Fonte: Apresentação da pesquisa Hábitos Culturais II (Itaú Cultural/DataFolha)

A pesquisa do ItaúCultural/Datafolha Hábitos Culturais II revela que 36% dos entrevistados relataram problemas de saúde mental em algum morador da residência nos últimos 12 meses. O Rio Grande do Sul foi a região do país com a maior incidência de casos, com 43% de entrevistados apontando a ocorrência do problema.

No Norte e Centro-Oeste, 32% dos lares apresentaram casos de problemas de saúde mental nos últimos 12 meses. O Sudeste registrou 34% de incidência e, no Nordeste do país, o índice foi de 36%.A região metropolitana do Rio de Janeiro registrou o 46%. Na região metropolitana de São Paulo, o indicador ficou na casa de 38%.

Nos 36% dos lares brasileiros que identificaram o problema, 63% informaram que o afetado procurou tratamento. O índice dos quebuscaram ajuda foi maior nas classes A/B (72%), seguida por D/E (62%) e classe C (57%).

No estrato que apresentou o problema, a busca por tratamento foi maior no Sudeste (68%), seguida por Nordeste(67%) e Sul (63%). No Norte e Centro-Oeste, a busca por tratamento foi menor (42%).

Na região metropolitana de São Paulo, a busca por ajuda chegou a 61% dos casos relatados na pesquisa. No Rio, o índice foi de 60%. Nas cidades do interior, o índice foi maior: 67%. Na somatória de capitais e regiões metropolitanas, a procura por ajuda profissional ficou em 59%.

Cultura e saúde mental
A pesquisa investigou também qual o impacto das atividades culturais na saúde mental dos entrevistados. Para 44% dos que realizaram ao menos uma atividade cultural ao longo dos últimos 12 meses, a iniciativa melhorou a qualidade de vida; 48% dizem que diminuiu o estresse e ansiedade; 55% apontaram melhora no relacionamento com outras pessoas da casa em que vivem

De acordo com o levantamento, 49% perceberam diminuição da solidão (no levantamento anterior eram 54%) e 51% relataram diminuição da sensação de tristeza.

“A cultura provou, durante a pandemia, que é um poderoso espaço de acolhimento e de promoção do bem-estar social, com forte impacto na saúde mental dos indivíduos”, avalia Eduardo Saron, diretor do Itaú Cultural.

A diminuição do estresse foi mais percebida entre os homens (52%) do que nas mulheres (44%). A percepção do impacto positivo de atividades culturais on-line na melhora do relacionamento em casa foi mais intensa no grupo de indivíduos entre 45 e 65 anos (60%) e menos efetiva entre os indivíduos de 25 a 34 anos (47%).

As atividades culturais on-line também tiveram forte impacto na melhora do relacionamento em casa nas regiões Norte e Centro Oeste (70%). Nas demais regiões , o índice ficou entre 52% e 54%.

Na estratificação por classe econômica, a diminuição da sensação de solidão foi especialmente importante para a classe C, onde o fenômeno foi relatadopor 53% dos entrevistados. Na Classe A/B o índice ficou em 47% e, na D/E, em 44%.

Obs: Cada ponto percentual representa cerca de 1,5 milhão de pessoas. Ou seja, quando informamos que houve aumento de 20% para 40% no número dos que viram shows ou apresentações on-line, significa que houve um aumento de 30 milhões para 60 milhões de pessoas que vivenciaram esta experiência.

Fonte: divulgação por e-mail

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