RIO DE JANEIRO, Rio de Janeiro - Nesta quarta-feira (28/07) foi publicada, no Diário Oficial da União, a Portaria do Ministério do Turismo nº 25, datada de 20 de julho de 2020, que homologa o tombamento do Centro Histórico de Manaus


Foto: Acervo Iphan

A decisão pelo tombamento se deu a partir da manifestação do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural na 69ª reunião, sendo registrada no Processo nº 1.614 - T - 10 (Processo nº 01450.012718/2010-93).

Conheça mais sobre a história de Manaus (AM) - Iphan
O centro histórico de Manaus - tombado pelo Iphan, em 2012 - abrange uma área entre a orla do rio Negro e o entorno do Teatro Amazonas e ainda mantém os aspectos simbólicos e densos de realizações artístico-construtivas. Apresenta uma fração urbana formada por edificações do período áureo da borracha, mesclada a edifícios modernos e representa um dos maiores testemunhos de uma fase econômica ímpar no Brasil, quando a exploração do látex proporcionou o incremento da industrialização em escala mundial.

A preservação deste núcleo, que configura o coração urbano da cidade, garante a manutenção de seu patrimônio singular e integro, e inclui Manaus no rol das cidades históricas do Brasil, com inscrição no Livro de Tombo Histórico e no Livro de Tombo Arqueológico, Etnográfico e Paisagístico. Mesmo fragmentada, Manaus ainda possui um vocabulário arquitetônico vasto e diversificado, com representação de todas as correntes ecléticas e a verticalização ainda não compromete a percepção do espaço criado na Belle Époque*. A cidade pode ser vista como um espaço urbano composto por monumentos, arquitetura corrente e áreas livres públicas, formando um conjunto que celebra e representa o ecletismo no norte do país.

No porto de Manaus, cidade banhada pelo rio Negro, além do cais de alvenaria foi construído um cais sobre boias de ferro cilíndricas para flutuar independentemente do nível do rio. A forma de pensar a arquitetura do início do século XX está bem representada no porto. O ferro aparece com soluções formais próprias - armazéns com chapas onduladas de vedação, road-way sobre boias flutuantes. Nos edifícios da Alfândega e da Administração a estrutura de ferro se esconde sob vedações de alvenaria, com elementos alusivos a estilos passados.

A metrópole da borracha, nos anos 1900, abrigava uma população de 20 mil habitantes, em suas ruas retas e longas, calçadas com granito e pedras de lioz importadas de Portugal, praças e jardins exuberantes, fontes, monumentos e o suntuoso Teatro Amazonas. Além de hotéis, cassinos, estabelecimentos bancários, palacetes e todos os requintes de uma cidade moderna.

Fonte: Editoria RM (com informações do DOU e Iphan)

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