RIO DE JANEIRO, Rio de Janeiro - A mostra será aberta ao público no Museu de Arte do Rio no próximo dia 7. No dia da inauguração, a entrada será gratuita das 12h às 17h15


Foto: divulgação

O Museu de Arte do Rio inaugura no dia 7 de agosto a exposição "YORÙBÁIANO", primeira individual do artista Ayrson Heráclito na instituição carioca. Sob a curadoria de Marcelo Campos, da equipe MAR, a mostra irá ocupar duas galerias do pavilhão de exposições do museu com trabalhos em diversos suportes, como fotografias, vídeos, instalações e objetos que evidenciam a cultura Yorubá. A exposição conta com apoio das galerias Almeida & Dale, Paulo Darzé, Portas Vilaseca e Simões de Assis.

No dia da abertura, a entrada será gratuita, das 12h às 17h15. Às 12h, será realizada em uma das salas da exposição a performance "Segredos Internos", na qual um performer negro encena questões relativas ao trauma da escravidão. Às 14h, acontece a performance "Bori", em que o próprio artista realiza um ritual de alimento à cabeça com a participação de seis músicos e doze atores.

"YORÙBÁIANO, de Ayrson Heráclito, é a segunda exposição lançada em menos de três meses, aberta gratuitamente para quem quiser visitar o MAR no próximo sábado, dia 7 de agosto", comenta Raphael Callou, Diretor e Chefe da representação da OEI no Brasil, organização responsável pela gestão do museu desde janeiro deste ano.

Uma das últimas tradições africanas a ser implementada no Brasil da diáspora, a cultura Yorubá chegou ao país no século XIX, por meio dos povos da África Subsaariana formados por reis e rainhas, lideranças espirituais e políticas, que permaneceram como fontes de saberes ancestrais e detentores de diversas tecnologias. Com isso, a rede de trocas e de ensinamentos, os ritos e visões de mundo compuseram a vitalidade e a herança da população afrodescendente que se espraiou pelo país.


Foto: divulgação

O baiano Ayrson Heráclito representa a grande reinvenção poética e política desse Brasil Yorubano. Artista visual, curador, professor e doutor em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP, Heráclito lida com frequência com elementos da cultura afro-brasileira, explorando em suas obras temas como o dendê, a vida no Brasil-Colônia, o charque, o açúcar, o esperma, o sangue, o corpo e a dor, assim como os arrebatamentos, apartheids e sonhos de liberdade.

Em sua produção, Ayrson refaz a memória para secar feridas históricas coloniais, abertas pela exploração dos corpos em busca de riquezas na cultura canavieira. Rememorar a história, nos trabalhos do artista, ganha um sentido de expurgação, de despacho. As feridas se juntam ao gesto de evidenciar algumas biografias, trazer rostos jamais conhecidos, rostos imaginados. Muitas vezes, as obras apresentam um caminhar performático e sagrado em luta, em êxtase, em revolta.

"A produção de Ayrson Heráclito descentraliza os discursos sobre as heranças afro-brasileiras muito pautadas no Sudeste e, ao mesmo tempo, assume um lugar de pesquisa e produção que hoje se internacionaliza. Ayrson Heráclito imagina a Bahia nagô e participa de festivais de fotografias na África e na Europa, retornando como discurso a espaços que dominavam o sistema da arte mundial", conta Marcelo Campos, curador-chefe do MAR.


Foto: divulgação

O Museu de Arte do Rio
Iniciativa da Prefeitura do Rio em parceria com a Fundação Roberto Marinho, o Museu de Arte do Rio passou a ser gerido pela Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI) desde janeiro deste ano, apoiando as programações expositivas e educativas do MAR a partir de um conjunto amplo de atividades para os próximos anos. "A OEI é um organismo internacional de cooperação que tem na cultura, na educação e na ciência os seus mandatos institucionais, desde sua fundação em 1949. O Museu de Arte do Rio, para a OEI, representa um instrumento de fortalecimento do acesso à cultura, intimamente relacionado com o território, além de contribuir para a formação nas artes, tendo no Rio de Janeiro, por meio da sua história e suas expressões, a matéria-prima para o nosso trabalho", comenta Raphael Callou, Diretor e Chefe da Representação da OEI no Brasil.

Após o início das atividades em 2021, OEI e Instituto Odeon celebraram parceria com o intuito de fortalecer as ações desenvolvidas no museu, conjugando esforços e revigorando o impacto cultural e educativo do MAR, onde o Odeon passa a ser correalizador da programação, dando assim continuidade às ações já desenvolvidas no museu desde sua concepção, em 2012.

O Museu de Arte do Rio tem o Instituto Cultural Vale como mantenedor, a Equinor como patrocinadora master e a Bradesco Seguros como patrocinadora, todos por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura; e, como copatrocinadora, o grupo PetraGold, por meio de recursos próprios.

A Escola do Olhar conta com o apoio do Itaú Cultural, do Machado Meyer Advogados e da Icatu via Lei Federal de Incentivo à Cultura. Por meio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura – Lei do ISS, é também patrocinada pelo Grupo GPS, RIOgaleão, ICTSI Rio Brasil, ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) e HIG Capital. Os recursos de acessibilidade do MAR são patrocinados pelo Instituto Olga Kos.

O MAR conta ainda com o apoio do Governo do Estado do Rio de Janeiro e realização da Secretaria Especial de Cultura, Ministério do Turismo e do Governo Federal do Brasil, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura.

Mais informações: museudeartedorio.org.br\

 


O Sacudimento da Maison des Esclaves em Gorée_Díptico I, 2015 copy

Fonte: divulgação por e-mail

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