RIO DE JANEIRO, Rio de Janeiro - Símbolo nacional da luta das mulheres contra a violência doméstica e familiar será gravada em programa do museu fluminense


Maria da Penha será o primeiro Depoimento Para Posteridade fora do Rio de Janeiro (Crédito: Cid Moreira/Fotografias)

A história de Maria da Penha Maia de Fernandes, mulher que originou a Lei Maria da Penha, será gravada para a eternidade na série ‘Depoimentos Para a Posteridade’ do Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro (Mis-RJ). O depoimento será gravado na próxima terça-feira (26), na sede do Instituto Maria da Penha, em Fortaleza.

“Esse ano a Lei nº 11.340/2006, mais conhecida como Lei Maria da Penha, completou 15 anos. É um marco para a sociedade brasileira, e por isso o registro do seu depoimento é significativo, emblemático. Preservar a sua história, a luta por justiça, dignidade e respeito, que faz parte da trajetória da Maria da Penha é muito importante”, afirmou o Presidente do MIS-RJ, Cesar Miranda Ribeiro.

Pela primeira vez na história do MIS-RJ, desde a criação da série em 1966, que o Depoimento para a Posteridade será gravado em outro estado. Por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro (Sececrj), que possibilitou a viagem, o registro acontecerá no Instituto Maria da Penha, em Fortaleza, no Ceará, com as presenças de Maria da Penha Maia Fernandes e a entrevistadora, Valéria Maia Fernandes (irmã da depoente). A outra convidada entrevistadora, Regina Célia Almeida Silva Barbosa (professora universitária, sócia-fundadora e vice-presidente do Instituto), estará em Recife, Pernambuco, remotamente do seu computador.

“A cultura marca mais uma vez sua posição de resistência com este Depoimento histórico. Gravar para a posteridade uma história de luta é um marco do MIS-RJ e na defesa de todas as mulheres. Que o seu depoimento seja um alento para todas as mulheres e também um encorajador para que mais mulheres que sofrem abusos possam denunciar. É a luta pela justiça passando pela cultura”, destaca a Secretária de Estado de Cultura e Economia Criativa Danielle Barros.

Maria da Penha – A História
Maria da Penha, farmacêutica bioquímica, tinha apenas 38 anos quando sofreu dupla tentativa de feminicídio e sobreviveu para contar. Paraplégica, com três filhas pequenas para criar, transformou a sua dor na luta pela garantia dos direitos das mulheres que sofrem com a violência no Brasil. Fundou em 2009, o Instituto Maria da Penha, com sede em Fortaleza, e representação em Recife, com o objetivo de estimular e contribuir para a aplicação integral da Lei.

Reconhecida nacional e internacionalmente, Maria da Penha Maia Fernandes foi indicada ao Prêmio Nobel da Paz 2017. Aos 76 anos, trabalha incansavelmente para conscientizar e promover a construção de uma sociedade sem violência doméstica e familiar contra a mulher.

Sobre o ‘Depoimentos para a Posteridade‘
Em 1966, o Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro, inaugurou a série Depoimentos para a Posteridade, inédito programa de história oral criado para preservar a memória de diversos setores da cultura nacional, tais como a música, a literatura, o cinema e as artes plásticas. Atualmente conta com um acervo de mais de mil depoimentos, de figuras notáveis, como Raquel de Queiroz, Ana Maria Machado, Ariano Suassuna, Bárbara Heliodora, Cacilda Becker, Carlos Heitor Cony, Clarice Lispector, Ferreira Gullar, Jorge Amado, Nélida Piñon, Tarsila do Amaral, Dona Ivone Lara, Clementina de Jesus, Elza Soares, Fernanda Montenegro, Hildegard Angel e Marieta Severo. Vale lembrar que a gravação fica à disposição do público, nas salas de consulta do MIS, 48 horas depois do término da entrevista.

Serviço
Local: Instituto Maria da Penha – Fortaleza/CE
Data: 26 de outubro de 2021 (terça-feira).
Horário: 14h às 17h, gravação sem a presença de público.
Contatos MIS RJ: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. & Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.
Tel.: (21) 2216-8500

Fonte: SECECRJ

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