RIO DE JANEIRO, Rio de Janeiro - Com sua nova sede inaugurada em outubro, na Barra, o Museu oferece seis lindas exposições, com obras e jogos interativos, e intenso programa de atividades para as crianças e as famílias nos finais de semana


Visita musicada com Pedro (Crédito: Divulgação Museu do Pontal)

Haverá oficinas de bonecos de pano com personagens do presépio, de instrumentos musicais, de bebê Abayomi, com ervas automáticas e sem usar cola ou costura, visitas musicadas às exposições, lançamento do livro “Bora Viver: um guia para 60+”, novo livro da Sonia Hirsch, que fará uma palestra sobre o tema, e Baú de Brinquedos Populares para a criançada se divertir ao ar livre, na Praça-Jardim do Museu, entre outras atividades.
O Museu do Pontal, referência internacional em arte popular brasileira, agora sediado na Barra da Tijuca, próximo ao Bosque da Barra, oferece aos sábados e domingos uma programação voltada para o público infantil e para a família.As inscrições para as atividades são gratuitas e feitas na recepção. Nas que têm capacidade limitada vale o critério de ordem de chegada.

Em dezembro – dias 4, 5, 11, 12, 18 e 19 –, as atividades vão ter como tema de fundo o Natal, do ponto de vista das manifestações populares brasileiras.

Haverá oficinas de bonecos de pano com personagens do presépio, de instrumentos musicais, de bebê Abayomi, com ervas automáticas e sem usar cola ou costura, além das visitas musicadas às exposições, lançamento do livro “Bora Viver: um guia para 60+”, novo livro da Sonia Hirsch, que fará uma palestra sobre o tema, e o Baú de Brinquedos Populares para a criançada se divertir ao ar livre, na Praça-Jardim do Museu, entre outras atividades.

A Visita Musicada é feita em dois horários, manhã e tarde, no sábado e no domingo, e é uma maneira lúdica de valorizar as obras expostas agregando esta importante expressão popular.

Também em um horário pela manhã e outro à tarde, arte-educadores abrirão o Baú de Brinquedos Populares, para as crianças se divertirem ao ar livre, na Praça-Jardim do Museu. Ioiôs, bilboquês, petecas, piões, fantoches, elásticos e cordas para pular, giz para riscar amarelinha e bambolês são alguns tesouros guardados no Baú.

No dia 4, às 15h, será lançado “Bora Viver: um guia para 60+”, novo livro da Sonia Hirsch, que fará uma palestra sobre o tema.
https://soniahirsch.com.br/collections/all/products/bora-viver-um-guia-para-60.

Sonia Hirsch, 73, jornalista e escritora que pesquisa alimentação medicinal e natural, já publicou 20 livros.


Sonia Hirsch (divulgação)

As exposições inaugurais também oferecem obras e jogos interativos para todas as idades.

A entrada para o Museu do Pontal é também gratuita, ou com contribuição voluntária, e pode ser feita na recepção do Museu ou antecipadamente pelo link https://site.bileto.sympla.com.br/museudopontal/

PROGRAMAÇÃO EDUCATIVA CULTURAL DE 4 E 5 DE DEZEMBRO DE 2021
Com coordenação da arte-educadora Cecília Einsfeld, a programação deste fim de semana, em torno de uma hora de duração por cada atividade, é a seguinte:

SÁBADO, DIA 4 DE DEZEMBRO
10h – Musicalização para bebês – Oficina Brincadeiras Musicais, com Bebel Nicioli.
Classificação: até 5 anos.
15 vagas
A oficina propõe uma vivência para que a criança se aproxime da expressão musical e de suas múltiplas possibilidades. As atividades dão às crianças, na brincadeira, no prazer da livre expressão, escutando, criando, dançando, tocando, percutindo o corpo, cantando, uma amostra da multiplicidade e diversidade de linguagens e repertórios musicais. São utilizados diversos instrumentos e fontes sonoras, incluindo as vindas da natureza. A música oferece elementos que potencializam a sensibilidade, criatividade, imaginação, espontaneidade, expressividade, a relação da criança com o corpo, com o espaço e com o meio em que vive, contribuindo também para as suas conquistas cognitivas.

Bebel Nicioli é educadora musical, flautista e clarinetista, e idealizadora, diretora artística e curadora do Musicar – Festival de Música Infantil.

10h30 e 16h30 – Visita Musicada pela Arte e Cultura Popular Brasileira, com os arte-educadores Beatriz Bessa e Pedro Cavalcante, com duração aproximada de 1h30.
Classificação: livre
As visitas musicadas foram criadas para atender a uma demanda do público que quer conhecer mais profundamente a arte popular do Brasil. Os roteiros são adaptados às diferentes faixas etárias, e alguns temas podem ser priorizados durante a visita, de acordo com a solicitação do público. São visitas lúdicas, que mexem com a memória afetiva dos visitantes, em que são utilizados diferentes instrumentos musicais que tocam ritmos tipicamente brasileiros como samba, forró, coco, jongo, maracatu, ciranda e capoeira, entre outros, sempre de acordo com o tema abordado no acervo. Durante a visita, os participantes são estimulados a refletirem sobre a diversidade cultural brasileira, as relações entre o mundo do campo e o das grandes cidades, os processos migratórios, as diferentes profissões, as práticas sociais, as relações familiares, as festividades, a espiritualidade e, ainda, sobre questões próprias ao universo das artes plásticas, os processos criativos dos artistas e os materiais que utilizam para fazer suas esculturas.

11h30 e 16h – Baú de Brinquedos.
Classificação: livre
Os arte-educadores do Museu do Pontal estimulam a criançada a conhecerem o Baú de Brinquedos Populares. Nesta iniciativa inédita, o público infantil brinca com ioiôs, bilboquês, petecas, piões, fantoches, elásticos e cordas para pular, giz para riscar amarelinha e bambolês. As esculturas vistas nas exposições, especialmente no setor Brincares – brincadeiras e brincantes, enfocam várias dessas brincadeiras, e esta atividade promove um contato lúdico ao ar livre, na grande Praça-Jardim, na parte frontal do Museu. Em caso de chuva, a atividade acontece na Sala Multiuso.

15h – Lançamento de novo livro de Sonia Hirsch, “Bora Viver: um guia para 60+”, seguido de palestra.

Aos 73 anos, a jornalista e escritora pesquisa há mais de 40 anos alimentação medicinal e natural, já tendo publicado 20 livros. “Envelhecer pode não ser a melhor das coisas, mas pode ser muito bom estar livre – finalmente – para se dedicar a coisas novas.Porque a vida se renova, cheia de mistérios e descobertas. Bora viver!”, diz.


Oficina Brincadeiras Musicais com Bebel Nicioli (Crédito: Divulgação Museu do Pontal)

DOMINGO, DIA 5 DE DEZEMBRO
10h30 e 16h30 – Visita Musicada pela Arte e Cultura Popular Brasileira, com os arte-educadores Beatriz Bessa e Pedro Cavalcante, com duração aproximada de 1h30
Classificação: livre
As visitas musicadas foram criadas para atender a uma demanda do público que quer conhecer mais profundamente a arte popular do Brasil. Os roteiros são adaptados às diferentes faixas etárias, e alguns temas podem ser priorizados durante a visita, de acordo com a solicitação do público. São visitas lúdicas, que mexem com a memória afetiva dos visitantes, em que são utilizados diferentes instrumentos musicais que tocam ritmos tipicamente brasileiros como samba, forró, coco, jongo, maracatu, ciranda e capoeira, entre outros, sempre de acordo com o tema abordado no acervo. Durante a visita, os participantes são estimulados a refletirem sobre a diversidade cultural brasileira, as relações entre o mundo do campo e o das grandes cidades, os processos migratórios, as diferentes profissões, as práticas sociais, as relações familiares, as festividades, a espiritualidade e, ainda, sobre questões próprias ao universo das artes plásticas, os processos criativos dos artistas e os materiais que utilizam para fazer suas esculturas.

11h30 e 16h – Baú de Brinquedos
Classificação: livre
Os arte-educadores do Museu do Pontal estimulam a criançada a conhecerem o Baú de Brinquedos Populares. Nesta iniciativa inédita, o público infantil brincará com ioiôs, bilboquês, petecas, piões, fantoches, elásticos e cordas para pular, giz para riscar amarelinha e bambolês. As esculturas vistas nas exposições, especialmente no setor Brincares – Brincadeiras e brincantes, enfocam várias dessas brincadeiras, e esta atividade promove este contato lúdico ao ar livre, na grande Praça-Jardim, na parte frontal do Museu. Em caso de chuva, a atividade acontece na Sala Multiuso.

15h – Contação de histórias

SOBRE O NOVO MUSEU DO PONTAL
Instalado em um terreno de 14 mil metros quadrados, próximo ao Bosque da Barra e ao lado do condomínio Alphaville Residências, o Museu do Pontal possui dez mil metros quadrados de área verde, onde estão plantadas dezenas de milhares de mudas de 73 espécies nativas brasileiras. Esta inauguração é resultado de uma grande colaboração coletiva que envolveu mais de mil pessoas e empresas como BNDES, Instituto Cultural Vale, Itaú Cultural, entre outras, a partir da Lei de Incentivo à Cultura do Governo Federal. E ainda, especialmente, o IBRAM (Instituto Brasileiro de Museus) e a Prefeitura do Rio de Janeiro.

Referência internacional em arte popular brasileira, com mais de nove mil obras de 300 artistas – o maior acervo do gênero –, e de relevância reconhecida pela Unesco, o Museu do Pontal apresenta em sua nova sede o conjunto de seis exposições “Novos ares: Pontal reinventado”, que mostram a riqueza e a diversidade do Brasil, marcando este importante momento na história do Museu. A curadoria é de Angela Mascelani, diretora e curadora do Museu do Pontal, e de Lucas Van de Beuque, diretor executivo, com a colaboração da designer Roberta Barros e do arquiteto Raphael Secchin no desenho expositivo, pesquisa Moana Van de Beuque e coordenação de conteúdo de Fabiana Comparato.


Obra de Ciça. Município de Juazeiro do Norte, Ceará (Crédito: Divulgação Museu do Pontal)

SEIS EXPOSIÇÕES INAUGURAIS – “NOVOS ARES: PONTAL REINVENTADO
“Novos ares: Pontal reinventado” é o nome do conjunto das exposições inaugurais que marcam este importante momento na história do Museu. São seis exposições: uma de longa duração e cinco temporárias, que reúnem 700 conjuntos de obras, com um total de cerca de duas mil peças. O Museu do Pontal conta com café, loja de arte brasileira e produtos do museu e extensa programação para crianças todos os fins de semana.

Angela Mascelani e Lucas Van de Beuque afirmam: “Estamos fazendo mais do que uma exposição. Estamos criando as bases de um novo pensamento institucional. Este pensamento tem a ver com uma outra forma de entender o Museu do Pontal e seu papel na sociedade. A exposição está ligada à concepção geral do projeto deste Museu em si. E abrange desde as discussões sobre a arquitetura e os jardins até a maneira como as histórias estão sendo contadas, os fluxos do educativo e a programação estabelecida”.

GILBERTO GIL, DONA ISABEL, AILTON KRENAK EJOSÉ SARAMAGO
Em meio às exposições, o público verá a riqueza da arte popular através de vídeos e textos poéticos, e em depoimentos de personalidades como Gilberto Gil, Dona Isabel, Ailton Krenak e José Saramago. O percurso expositivo de mil metros quadrados tem cores e aberturas em suas paredes, que permitem vislumbrar uma perspectiva do amplo espaço, de modo a revestir de magia e encantamento o mergulho do público no universo da arte popular.

“Novos ares: Pontal reinventado” abrange obras do acervo do Museu e de importantes coleções convidadas. A exposição de longa duração faz uma homenagem à proposta original de apresentação das obras do Museu do Pontal criada por seu idealizador e fundador, Jacques Van de Beuque (1922-2000), que estabeleceu uma maneira própria e inovadora para apresentar o Brasil profundo revelado por seus artistas populares. Esta concepção foi revisitada à luz de 2021, com uma nova compreensão dos ciclos criados por ele, que apontavam as transformações do Brasil com a migração da área rural para a cidade.

A ARTE POPULAR E SEUS CRIADORES
Em torno da exposição central estão cinco outras exposições nucleares, temporárias, focadas na diversidade da produção artística do país, com esculturas que dialogam com temas fortes da cultura brasileira, a partir dos olhares originais de seus autores.

Brincares – Brincadeiras e brincantes
Obras interativas e cinéticas como “Circo”, de Adalton Fernandes Lopes (Niterói, 1938 – 2005), e os brinquedos de madeira de Antonio de Oliveira (Minas Gerais, 1912-1996). Destaque também para o jogo digital interativo de danças brasileiras, em que o participante aprende passos de frevo, jongo, carimbó, chula ou funk. Ao final, o novo bailarino é avaliado e sua notaé enviada por e-mail, junto com uma foto da brincadeira.

Terra/Terra – O Jequitinhonha e suas tradições
Neste espaço que aposta num aprofundamento na dimensão matérica das obras, o destaque são os artistas, em especial Noemisa Batista (1947), Dona Isabel Mendes da Cunha (1924-2014) e Ulisses Pereira Chaves (1929-2006). Em outro nível de leitura, provocamos o público a pensar sobre o significado do termo tradição, em tempos de tantas e aceleradas mudanças.

Entre beiras e margens – Fogo, água, ar
Artistas do Alto do Moura, Pernambuco, como Mestre Vitalino (1909-1963), mostram em suas antológicas esculturas em barro a importância do fogo na feitura da cerâmica. Barcos trazem a energia primordial das águas do mar e do Rio São Francisco, com as carrancas de Mestre Guarany (1884-1985). Outros seres mitológicos, como as sereias e os barcos de presente a Oxum, estão nas obras de Zezinho de Arapiraca, Selvino (1941) e Tamba (1934-1987), da Bahia. Nhô Caboclo (1940), de São Paulo, e Laurentino (1937), do Paraná, com suas obras eólicas, que aludem à energia dos ventos.

Poética da criação
Artistas cujas obras escapam às primeiras apreensões, fugindo aos temas consagrados historicamente na arte popular, reúnem-se nessa exposição. São seres fabulosos, personagens fantásticas, criações ímpares. Neste espaço, há um diálogo maior entre as obras reunidas por Jacques Van de Beuque no Museu do Pontal e outras coleções convidadas, criadas tanto por indivíduos apaixonados por arte popular, como Irapoan Cavalcanti, Jorge Mendes e Jairo Campos, entre outros, como por acervos vindos de importantes instituições brasileiras, como SESC-SP e Itaú Cultural. Aqui, os destaques são Manoel Galdino (1929-1996), do Alto do Moura, Pernambuco, GTO (1913-1990), de Minas, e Nino (1920-2002), de Juazeiro do Norte, Ceará, além de artistas inovadores da Ilha do Ferro, Alagoas.

Devoções
Em uma leitura livre e abrangente, essa exposição apresenta a diversidade de expressões da fé, e os artistas vinculados às devoções populares, incluindo sua dimensão festiva. Os destaques, além dos ex-votos, são os artistas Otávio, e seus orixás, Mestre Didi (1917), da Bahia, e sua estética afro-brasileira, e Zé do Carmo (1934), de Pernambuco, com seus anjos negros. Uma sala especial reúne presépios – a um depoimento sensível de Caetano Veloso, sobre suas memórias de Natal. No trajeto, um encontro com as grandes engenhocas cinéticas de Adalton Lopes (1938-2005), de Niterói: a “Vida de Cristo” e o “Carnaval no Sambódromo”.

Serviço: Museu do Pontal
Avenida Celia Ribeiro da Silva Mendes, 3.300, Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, CEP
22790-711[ao lado do condomínio Alphaville Residências]
Quinta a domingo, das 10h às 18h (o acesso às exposições se encerra às 17h30, meia hora antes do horário de fechamento do Museu)
Entrada gratuita [ou contribuição voluntária], pode ser retirado no local ou via Sympla: https://site.bileto.sympla.com.br/museudopontal/
Protocolo anti-Covid
Será exigido comprovante de vacinação contra a Covid-19 (impresso ou digital), e o
uso de máscara é obrigatório durante todo o período de permanência no Museu.
Canais digitais:
Site: http://www.museudopontal.org.br/
Instagram: @museudopontal
Youtube: www.youtube.com/museudopontaloficial
Facebook: @museudopontaloficial

Fonte: divulgação por e-mail

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