RIO DE JANEIRO, Rio de Janeiro - Como faz desde 1999, a Cantoria de Reis do Céu na Terra visita presépios em casas, praças, igrejas e espaços de cultura, seguindo a tradição das Folias de Reis e outros folguedos natalinos brasileiros
 

Cantoria e Visita da Cantoria de Reis do Céu na Terra na antiga sede do Museu Casa do Pontal em 2012 (Foto: divulgação)
 
Tendo sua bandeira à frente, os integrantes do Céu na Terra cantam as músicas tradicionais da festa, além de suas composições próprias, acompanhados da viola, violões, flautas, sanfonas, rabecas, oboé, pandeiros, caixas, caxixis e triângulos. 
 
O Museu do Pontal irá celebrar o Dia de São Sebastião com a Cantoria de Reis do Céu na Terra, no próximo dia 20 de janeiro de 2022, às 16h. A Folia de Reis é uma manifestação popular importante no Brasil, e revigora, a cada ano, os vínculos de amizade, e estimula a esperança de um novo ano de paz e harmonia. Desde 1999, a Cantoria de Reis do Céu na Terra visita presépios em casas, praças, igrejas e espaços de cultura, seguindo a tradição das Folias de Reis e outros folguedos natalinos brasileiros. Tendo sua bandeira à frente, os integrantes do Céu na Terra, cantam as músicas tradicionais da festa, além de suas composições próprias, acompanhados da viola, violões, flautas, sanfonas, rabecas, oboé, pandeiros, caixas, caxixis e triângulos. 
 
O Museu do Pontal segue o protocolo anti-Covid, e o uso de máscara é obrigatório durante todo o período de permanência no Museu. O acesso aos espaços expositivos é limitado a 150 pessoas por hora, e para maior segurança recomenda-se o agendamento prévio pelo link https://site.bileto.sympla.com.br/museudopontal/, onde se pode garantir o ingresso, gratuito ou com contribuição voluntária. 
 
Instalado em um terreno de 14 mil metros quadrados, próximo ao Bosque da Barra e ao lado do condomínio Alphaville Residências, o Museu do Pontal possui dez mil metros quadrados de área verde, onde estão plantadas dezenas de milhares de mudas de 73 espécies nativas brasileiras. Esta inauguração é resultado de uma grande colaboração coletiva que envolveu mais de mil pessoas e empresas como BNDES, Instituto Cultural Vale, Itaú Cultural, entre outras, a partir da Lei de Incentivo à Cultura do Governo Federal. E ainda, especialmente, o IBRAM (Instituto Brasileiro de Museus) e a Prefeitura do Rio de Janeiro.
 
Referência internacional em arte popular brasileira, com mais de nove mil obras de 300 artistas – o maior acervo do gênero –, e de relevância reconhecida pela Unesco, o Museu do Pontal apresenta em sua nova sede o conjunto de seis exposições “Novos ares: Pontal reinventado” – umade longa duração e cinco temporárias, que reúnem 700 conjuntos de obras, com um total de cerca de duas mil peças, que mostram a riqueza e a diversidade do Brasil, marcando este importante momento na história do Museu. A curadoria é de Angela Mascelani, diretora e curadora do Museu do Pontal, e de Lucas Van de Beuque, diretor executivo, com a colaboração da designer Roberta Barros e do arquiteto Raphael Secchin no desenho expositivo, pesquisa Moana Van de Beuque e coordenação de conteúdo de Fabiana Comparato. 
 
O Museu do Pontal abriga ainda a cafeteria Divino Café, e a loja de arte popular brasileira GIM Galeria Imaginária, com obras e peças de design artesanal de artistas populares contemporâneos.
 
GILBERTO GIL, DONA ISABEL, AILTON KRENAK EJOSÉ SARAMAGO
Em meio às exposições, o público verá a riqueza da arte popular através de vídeos e textos poéticos, e em depoimentos de personalidades como Gilberto Gil, Dona Isabel, Ailton Krenak e José Saramago. O percurso expositivo de mil metros quadradostemcores e aberturas em suas paredes, que permitem vislumbrar uma perspectiva do amplo espaço, de modo a revestir de magia e encantamento o mergulho do público no universo da arte popular.
 
“Novos ares: Pontal reinventado” abrange obras do acervo do Museu e de importantes coleções convidadas. A exposição de longa duração faz uma homenagem à proposta original de apresentação das obras do Museu do Pontal criada por seu idealizador e fundador, Jacques Van de Beuque (1922-2000), que estabeleceu uma maneira própria e inovadora para apresentar o Brasil profundo revelado por seus artistas populares. Esta concepção foi revisitada à luz de 2021, com uma nova compreensão dos ciclos criados por ele, que apontavam as transformações do Brasil com a migração da área rural para a cidade.
 
Angela Mascelani e Lucas Van de Beuque afirmam: “Estamos fazendo mais do que uma exposição. Estamos criando as bases de um novo pensamento institucional. Este pensamento tem a ver com uma outra forma de entender o Museu do Pontal e seu papel na sociedade. A exposição está ligada à concepção geral do projeto deste Museu em si. E abrange desde as discussões sobre a arquitetura e os jardins até a maneira como as histórias estão sendo contadas, os fluxos do educativo e a programação estabelecida”.
 
A ARTE POPULAR E SEUS CRIADORES
Em torno da exposição central estão cinco outras exposições nucleares, temporárias, focadas na diversidade da produção artística do país, com esculturas que dialogam com temas fortes da cultura brasileira, a partir dos olhares originais de seus autores. 
 
1. Brincares – Brincadeiras e brincantes
Obras interativas e cinéticas como “Circo”, de Adalton Fernandes Lopes (Niterói, 1938 – 2005), e os brinquedos de madeira de Antonio de Oliveira (Minas Gerais, 1912-1996). Destaque também para o jogo digital interativo de danças brasileiras, em que o participante aprende passos de frevo, jongo, carimbó, chula ou funk. Ao final, o novo bailarino é avaliado e sua notaé enviada por e-mail, junto com uma foto da brincadeira.
 
2. Terra/Terra – O Jequitinhonha e suas tradições
Neste espaço que aposta num aprofundamento na dimensão matérica das obras, o destaque são os artistas, em especial Noemisa Batista (1947), Dona Isabel Mendes da Cunha (1924-2014) e Ulisses Pereira Chaves (1929-2006). Em outro nível de leitura, provocamos o público a pensar sobre o significado do termo tradição, em tempos de tantas e aceleradas mudanças.
 
3. Entre beiras e margens – Fogo, água, ar
Artistas do Alto do Moura, Pernambuco, como Mestre Vitalino (1909-1963), mostram em suas antológicas esculturas em barro a importância do fogo na feitura da cerâmica. Barcos trazem a energia primordial das águas do mar e do Rio São Francisco, com as carrancas de Mestre Guarany (1884-1985). Outros seres mitológicos, como as sereias e os barcos de presente a Oxum, estão nas obras de Zezinho de Arapiraca, Selvino(1941) e Tamba (1934-1987), da Bahia. Nhô Caboclo (1940), de São Paulo, e Laurentino (1937), do Paraná, com suas obras eólicas, que aludem à energia dos ventos.
 
4. Poética da criação
Artistas cujas obras escapam às primeiras apreensões, fugindo aos temas consagrados historicamente na arte popular, reúnem-se nessa exposição. São seres fabulosos, personagens fantásticas, criações ímpares. Neste espaço, há um diálogo maior entre as obras reunidas por Jacques Van de Beuque no Museu do Pontal e outras coleções convidadas, criadas tanto por indivíduos apaixonados por arte popular, como Irapoan Cavalcanti, Jorge Mendes e Jairo Campos, entre outros, como por acervos vindos de importantes instituições brasileiras, como SESC-SP e Itaú Cultural.  Aqui, os destaques são Manoel Galdino (1929-1996), do Alto do Moura, Pernambuco, GTO (1913-1990), de Minas, e Nino (1920-2002), de Juazeiro do Norte, Ceará, além de artistas inovadores da Ilha do Ferro, Alagoas.
 
5. Devoções
Em uma leitura livre e abrangente, essa exposição apresenta a diversidade de expressões da fé, e os artistas vinculados às devoções populares, incluindo sua dimensão festiva. Os destaques, além dos ex-votos, são os artistas Otávio, e seus orixás, Mestre Didi (1917), da Bahia, e sua estética afro-brasileira, e Zé do Carmo (1934), de Pernambuco, com seus anjos negros. Uma sala especial reúne presépios – a um depoimento sensível de Caetano Veloso, sobre suas memórias de Natal. No trajeto, um encontro com as grandes engenhocas cinéticas de Adalton Lopes (1938-2005), de Niterói: a “Vida de Cristo” e o “Carnaval no Sambódromo”.
 
Serviço:
Museu do Pontal – Cantoria de Reis do Céu na Terra
20 de janeiro de 2022, às 16h
Museu do Pontal
Avenida Celia Ribeiro da Silva Mendes, 3.300, Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, CEP
22790-711[ao lado do condomínio Alphaville Residências]
Quinta a domingo, das 10h às 18h (o acesso às exposições se encerra às 17h30, meia hora antes do horário de fechamento do Museu)
Entrada gratuita [ou contribuição voluntária], pode ser retirado no local ou via Sympla: https://site.bileto.sympla.com.br/museudopontal/
 
Protocolo anti-Covid
O Museu do Pontal segue o protocolo anti-Covid, e o uso de máscara é obrigatório durante todo o período de permanência no Museu. O acesso aos espaços expositivos é limitado a 150 pessoas por hora, e para maior segurança recomenda-se o agendamento prévio pelo link https://site.bileto.sympla.com.br/museudopontal/, onde se pode garantir o ingresso, gratuito ou com contribuição voluntária. O espaço expositivo do Museu é bastante arejado, com diversas portas abertas para jardins externos e internos garantindo a circulação de ar nas salas. O Museu do Pontal usa tapetes sanitizantes, disposição de totens de álcool gel e higienização constante dos equipamentos interativos, e faz medição de temperatura dos colaboradores e do público na entrada
 
Canais digitais: 
Instagram: @museudopontal
Facebook: @museudopontaloficial
 
Fonte: Museu Casa do Pontal

Agenda

Seg Ter Qua Qui Sex Sáb Dom
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
31