DISTRITO FEDERAL, Brasília - O Ministro da Cultura, Roberto Freire, deu posse ao novo Secretário-Executivo da pasta, João Batista de Andrade, no final da tarde desta sexta-feira (16), em uma cerimônia simples realizada no gabinete do ministro.

Para João Batista de Andrade, a Secretaria Executiva (SE) tem função muito abrangente dentro do Ministério e, por esta razão, desafiadora. "A SE se ocupa praticamente de todas as áreas. Meus objetivos são ajudar a reorganizar o MinC, criar uma relação forte entre os próprios funcionários e pensar bastante a cultura", afirmou.

O secretário defende que o Ministério trabalhe no sentido de aprimorar algumas leis, como a Lei Rouanet. Em conversa com o ministro Roberto Freire, o secretário falou sobre a necessidade de pensar a cultura de uma forma mais ampla. "Precisamos refletir o papel de tudo isso. Não estamos aqui para trabalhar apenas naqueles que produzem e trabalham com arte. Temos que pensar na sociedade e quais benefícios as políticas culturais trazem para a população. O público de teatro, de cinema, de artes plásticas, de todas as manifestações culturais precisa ter mais acesso ao que é produzido. Não podemos esquecer, dentro desse contexto, a diversidade e as dimensões deste país, e devemos respeitar também esses fatores", destacou.

Conheça o novo secretário
Política, cinema e literatura. Em geral, juntas. As três marcam a carreira do mineiro de Ituiutaba João Batista Moraes de Andrade que também tem sólida formação acadêmica, sendo doutor em Comunicações pela USP (Universidade de São Paulo), onde também lecionou.

Foi secretário de Cultura do estado de São Paulo, onde criou a Lei da Cultura estadual. Antes de vir para o MinC, presidiu o Memorial da América Latina (SP).

Militante do antigo partidão, o Partido Comunista do Brasil, Batista começou sua carreira de cineasta quando era ainda estudante de Engenharia, na Escola Politécnica de Universidade de São Paulo. Durante e depois da ditadura militar, escreveu e produziu curtas, médias e longas-metragens. Entre eles, destacam-se "Liberdade de Imprensa"(1966/67); "Doramundo" (1978), "O Homem que Virou Suco" (1980), "A Próxima Vítima" (1983), "O País dos Tenentes" (1987) e "O Tronco" (1999).

Trabalhou como repórter na TV Cultura, ao lado de Fernando Pacheco e Vladmir Herzog, na primeira metade da década de 1970. Sobre a vida do seu editor e amigo, veio a elaborar o documentário Vlado - 30 Anos Depois (2005). Também produziu reportagens especiais para Rede Globo.

Criou a Raiz Produções Cinematográficas, foi sócio fundador do Instituto de Cultura e Meio Ambiente (Icumam), Organização não-governamental de produção audiovisual em Goiás, e do Cinemar -Instituto do Homem, Audiovisual e Meio Ambiente, em São Paulo.
 
Seu aclamado documentário "Wilsinho Galiléia" foi censurado pela ditadura e exibido depois de mais de 20 anos na televisão.  Escreveu livros, peça de teatro e recebeu vários prêmios nacionais e internacionais como os Kikitos (do Festival de Gramado - RS) de melhor filme e melhor diretor com "Doramundo"; e de melhor roteiro por "O Homem que Virou Suco", que também ganhou o prêmio de Melhor Filme no Festival de Moscou. "O país dos tenentes" ganhou o Festival do Rio em 1988 e foi também premiado no Festival de Brasília; "O Tronco" foi escolhido Melhor Filme pela Comissão das Comemorações dos 500 anos de Brasil (Festival de Brasília). Recebeu ainda o Prêmio Especial do Júri Internacional, FEST-RIO/1986 e Prêmio OCIC Internacional de melhor filme com o documentário "Céu Aberto", sobre a morte de Tancredo Neves e, em 2010, foi o grande homenageado no festival latino-americano de cinema (Memorial da América Latina).

Fonte: MinC

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