RIO GRANDE DO SUL, Porto Alegre - Nos últimos dias, o índice de chuva em Porto Alegre superou a média histórica prevista para todo o mês de janeiro na cidade.

As informações são do CEIC, o Centro Integrado de Comando da capital. E esse volume do início de 2017 ainda tem um diferencial: a precipitação foi intensa em um curto período de tempo.

O Centro Histórico foi o bairro com o maior volume de chuva: 106,5 mm (contabilizados até a tarde desta sexta-feira). E é nessa área que fica o Museu Julio de Castilhos. Por isso, a Secretaria de Estado da Cultura toma medidas para evitar que o excesso de água danifique o patrimônio.

"Quando chove muito, a água que desce pelas calhas às vezes nem consegue chegar à rede pluvial porque o volume é tanto que o sistema de esgotamento da própria rua não consegue dar vazão. Essa água acaba voltando. Além disso, como há muitas árvores na região precisamos tomar cuidado com o entupimento das calhas, o que representa um grande problema", explica a diretora do Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico do Estado (IPHAE), Miriam Rodrigues.

As zonas consideradas de risco já foram identificadas e tanto o prédio quanto o anexo que compõem o Museu vão passar nos próximos dias por um processo de revisão no que diz respeito às instalações pluviais e o telhado. Por isso, o espaço ficará fechado. Algumas peças que estavam em áreas que demandam maior atenção estão sendo realocadas em um processo preventivo, para evitar qualquer dano ao acervo.

“A partir do diagnóstico saberemos se alguma obra emergencial será necessária. Vale lembrar que o Museu Julio de Castilhos foi contemplado com R$ 9,5 milhões no PAC das Cidades Históricas, do Governo Federal. É o que mais recebeu recurso aqui no Rio Grande do Sul. Mesmo assim, neste momento, queremos proteger o acervo e evitar qualquer dano mais grave ao prédio.”, explica o Secretário de Estado da Cultura, Victor Hugo.

O Programa de Aceleração do Crescimento, iniciado em 2007, é uma iniciativa do Governo Federal. Desde 2013 tem uma linha destinada exclusivamente aos sítios históricos urbanos. O PAC Cidades Históricas está sendo implantado em 44 cidades de 20 estados da federação. O investimento em 425 obras de restauro é de R$ 1,6 bilhão. No caso do Museu Júlio, o anteprojeto vai ser apresentado na próxima semana e prevê, além do restauro, a construção da reserva técnica.

Fonte SEC RS

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