SÃO PAULO, São Paulo - O debate integra a programação especial que o CPC-USP organizou em comemoração aos 130 anos do nascimento de Sebastiana de Mello Freire, chamada Dona Yayá, completados dia 21 de janeiro.

Dona Yayá foi diagnosticada aos 30 anos como portadora de desequilíbrio mental e declarada incapaz de gerir a fortuna da qual era única herdeira. Desde então, por recomendações médicas, viveu reclusa na casa da Rua Major Diogo até sua morte, em 1961. A trágica vida de Dona Yayá ainda hoje instiga a curiosidade e a imaginação dos que dela ouvem falar, e é parte da história do bairro da Bela Vista.

O debate pretende destacar as múltiplas facetas da figura de Yayá, em suas dimensões políticas, afetivas, patrimoniais e históricas. Serão discutidas as formas de apropriação da personagem, a construção da memória em torno dela e os desafios para a promoção de políticas e ações de valorização do patrimônio cultural associado a ela. Esperamos ainda com este evento colaborar na consolidação da Casa de Dona Yayá, sede do CPC, como um relevante lugar de memória das questões de gênero e de saúde mental para a sociedade e para a universidade.

Participantes
Equipe do Centro de Preservação Cultural, órgão da Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária da Universidade de São Paulo (PRCEU–USP) responsável por promover reflexões e fomentar ações relacionadas  à temática do patrimônio cultural e aos bens culturais universitários. Desde 2004 o CPC ocupa a Casa de Dona Yayá, onde sedia exposições e promove cursos, oficinas, seminários e outras atividades culturais, educativas e acadêmicas.

Marly Rodrigues é formada em história pela Universidade de São Paulo. Doutora pelo  Instituto de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de Campinas, com especialização pelo Centro Internacional de Estudos para a Conservação e Restauração de Bens Culturais (ICCROM, UNESCO), em Roma. Desde 1999 dirige a empresa Memórias Assessoria e Projetos. Entre 2001 e 2010 foi diretora  do setor técnico no Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional em São Paulo (Iphan– SP), do Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico Arqueológico, Artístico e Turístico do governo do Estado de São Paulo (Condephaat) e do Departamento do Patrimônio Histórico da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo. É autora, entre outros livros, de Parque Ibirapuera (Metalivros, 2012) em colaboração com Tetsuo Segui e Heraldo Guiaro; Caminhos do patrimônio cultural (Via das Artes, 2010) e do artigo A casa de D. Yayá (Edusp/CPC, 2001).

Amelinha Teles, representando a União de Mulheres do Município de São Paulo. A União se caracteriza como organização não governamental sediada no bairro da Bela Vista que atua há 34 anos defendendo os direitos das mulheres. Sua história se entrelaça com a história do feminismo no Brasil. A partir de 1975 foi retomada a luta pelos direitos das mulheres, dentro os quais uma parte significativa foi incorporada na Constituição Federal de 1988 e em leis específicas como a Lei Maria da Penha de 2006. As atividades da União de Mulheres de São Paulo visam chamar a atenção para os desafios que precisam ser enfrentados para que essa igualdade seja alcançada, apresentando propostas, e incentivando  mulheres a que desenvolvam seu potencial pessoal, social, político e econômico. Desenvolve outras iniciativas, como o YAYARTES, Bloco Carnavalesco Casa de Dona Yayá, cursos de igualdade de gênero e direitos das mulheres em parceria com instituições públicas, e eventos diversos como seminários, rodas de conversa e atos públicos.

Quando:31 de janeiro, às 19h
Onde:Casa de Dona Yayá
Rua Major Diogo, 353
Bela Vista – São Paulo – SP
Telefone: (11) 2648-1501  
Entrada gratuita

CPC-USP convida: Yayá 130 anos
Essa apresentação integra a programação especial que o CPC-USP organizou em comemoração aos 130 anos do nascimento de Sebastiana de Mello Freire, chamada Dona Yayá, completados dia 21 de janeiro. Dona Yayá foi diagnosticada como portadora de desequilíbrio mental, e declarada incapaz de gerir a fortuna da qual era única herdeira. Por recomendações médicas, desde 1920 viveu reclusa na casa da Rua Major Diogo, até sua morte, em 1961. A trágica vida de Dona Yayá ainda hoje instiga a curiosidade e a imaginação dos que dela ouvem falar, e é parte da história do bairro da Bela Vista.

YAYÁ 130 ANOS

PROGRAMAÇÃO COMPLETA
Exposição
Yayá um lugar de memória
Visitação: segunda a sexta-feira, das 9h às 17h

22/01 - 11h  - Dança contemporânea
Emaranhado – Núcleo Pedro Costa Cia. de Dança Contemporânea

31/01 - 19h – Mesa-redonda - Yayá: memória, gênero e patrimônio cultural
Profa. Marly Rodrigues, União de Mulheres e CPC-USP

05/02 - 11h  - Música
Prelúdio da Solidão – Juliana Amaral e Gustavo Sarzi                                                                                                                                                         
07/02 - 20h - Teatro
Yayá  – Teatro Humanoide

14/02 - 19h Videoperformance - conversa com a artista
O Banho – Marta Soares

19/02 -  10h -  Bloco carnavalesco
Bloco da Dona Yayá - Yayartes

SOBRE O CPC-USP
O Centro de Preservação Cultural, criado em 2002, é um órgão da  Pró-Reitoria de Cultura e Extensão da Universidade de São Paulo que deu continuidade às atividades da Comissão de Patrimônio Cultural, iniciadas em 1986. O papel do CPC é promover ações e reflexões sobre a preservação do patrimônio cultural da Universidade, incluindo seus monumentos, acervos e memórias. Tem por responsabilidade formular diretrizes e políticas de preservação do patrimônio universitário, inventariar os bens culturais da USP, fomentar e desenvolver programas de valorização e documentação desses bens, assim como assessorar processos de restauração, intervenção, incorporação e alienação do patrimônio universitário. Sediado no bairro do Bixiga, o CPC vem ainda contribuindo para o estreitamento e diversificação dos vínculos entre a universidade e a sociedade, introduzindo em sua agenda ações de comunicação museológica, educação patrimonial, difusão de conhecimento especializado e socialização cultural por meio de pesquisas, oficinas, cursos, palestras, simpósios, exposições, visitas monitoradas e apresentações artísticas.

SOBRE A CASA DE DONA YAYÁ
Sede do CPC-USP desde 2004, a Casa de Dona Yayá foi transferida em 1969 como herança vacante à Universidade de São Paulo, passando, ao longo das últimas décadas, por cuidadosos trabalhos de conservação e restauro que abrangeram a recuperação do imóvel, restauração das pinturas parietais em seu interior e dos jardins da chácara que a circundava. Considerado um dos últimos remanescentes do antigo cinturão de chácaras que circundava a região central da cidade, o imóvel assumiu importância histórica ainda maior ao ser convertido em local de clausura de sua proprietária mais ilustre, Sebastiana de Mello Freire, Dona Yayá, que por ser considerada mentalmente incapaz ali viveu reclusa entre 1919 e 1961. Com base nessa rica história material e imaterial, a Casa de Dona Yayá foi tombada pelo Estado de São Paulo, em 1998, e pelo Município, em 2002.  O CPC- USP promove a valorização desse imóvel através de sua abertura ao público, incentivando reflexões a respeito de sua arquitetura, da história do bairro e da personagem Dona Yayá.

UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO
Reitor: Marco Antonio Zago
PRÓ-REITORIA DE CULTURA E EXTENSÃO
Pró-Reitor: Marcelo de Andrade Romero

CENTRO DE PRESERVAÇÃO CULTURAL
Diretora: Mônica Junqueira de Camargo

Fonte: CPC USP

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