SÃO PAULO, São Paulo - Nesta segunda-feira, 19 de junho, às 18h, muitos artistas de circo da antiga e nova gerações virão até o Largo do Paissandu, no centro de São Paulo, visitar o mais importante sítio histórico do circo brasileiro, para um evento igualmente histórico: o lançamento de um livro que compila boa parte do acervo e atividades do Centro de Memória do Circo (CMC).

Seguindo a tradição do 'Café dos Artistas', os circenses vão se encontrar no local que mais recebeu lonas de circo em São Paulo. E como faziam sempre às segundas-feiras, dia de folga dos artistas, que se reuniam lá mesmo entre bares e cafés para firmar contratos, encontrar parentes, colegas e amigos, para saber as novidades acontecidas na comunidade, agora, vão comemorar um livro que conta muitas dessas histórias a partir de documentos, figurinos, fotos, objetos cênicos, saberes circenses e experiências que circularam em torno deste acervo durante a criação e implantação do Centro de Memória do Circo.

Crédito: Paula Torrecilha

Ineditismo e valorização da história
A primeira instituição da América do Sul consagrada exclusivamente à memória e à cultura circense, o CMC foi inaugurado no dia 16 de novembro de 2009, na Galeria Olido, com a missão de reunir, preservar, pesquisar e difundir a memória e cultura (material e imaterial) circense. Situado no local mais emblemático da história do circo brasileiro, o Largo do Paissandu, o CMC nasceu vinculado ao Departamento do Patrimônio Histórico, da Secretaria Municipal de Cultura.

Em 2015, o CMC foi indicado pelo Prêmio Governador do Estado de São Paulo como uma das cinco mais importantes entidades culturais daquele ano. Também já foi agraciado com a Comenda Honra ao Mérito Cultural, concedido pelo Ministério da Cultura. Atualmente, reúne dois acervos dos mais importantes circos do Brasil, o Nerino e o Garcia, com mais de 20 mil itens entre documentos iconográficos, textuais, audiovisuais e objetos tridimensionais (figurinos, utensílios e equipamentos), inclusive de outros circos, em sua maioria doados pelas famílias circenses.

Em 2016, o Centro de Memória do Circo recebeu também dois reconhecimentos importantes. O primeiro veio do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), que concedeu o prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade à coordenadora do CMC, Verônica Tamaoki. O segundo, da Unesco, que concedeu ao Arquivo Circo Garcia o Registro Nacional do Brasil do Programa Memória do Mundo.

Crédito: Cleber Ramos

O Livro
O livro, que leva o nome do Centro de Memória do Circo, mostra nas suas 207 páginas informações históricas, artísticas e técnicas sobre a atividade circense. Uma realização da Secretaria Municipal de Cultura, do Centro de Memória do Circo em Correalização com o Instituto CPBrazil, foi editado em português e inglês para ter distribuição gratuita nacional e internacional.

Estruturado em três partes, reúne na primeira, um breve histórico do circo, na segunda, o funcionamento da instituição a partir da apresentação de seus quatro núcleos: Acervo, Pesquisa, Difusão e Formação. Na terceira e última parte do livro, encontram-se pesquisas em andamento desenvolvidas pelo Centro de Memória do Circo que formam uma cronologia dos principais acontecimentos ocorridos no circo, especialmente no Brasil, além da classificação das artes circenses.

Há também um estudo, realizado pela autora, sobre circo e modernismo em São Paulo. Legendas, bibliografia e ficha técnica da instituição finalizam a publicação. "Assim como o Centro de Memória do Circo, este livro apresenta um processo e não um resultado final. E convida o público, o sempre respeitável público do circo, a colaborar com o levantamento de parte importante da nossa história que é a história do circo em nosso país" afirma a autora e coordenadora do projeto, Verônica Tamaoki.

Recheado de fotos, o livro apresenta também uma parte do acervo que ainda é inédita ao público.

Crédito: Paula Torrecilha

Para André Sturm, Secretário Municipal de Cultura de São Paulo, o registro que o livro faz do trabalho do Centro de Memória do Circo possibilita que esse conhecimento se multiplique e torne-se referência. "Assim que assumi a Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo, recebi a notícia de que a publicação estava em fase final de produção e estimulei sua conclusão para que este registro se tornasse igualmente patrimônio da nossa cidade. Espero que esta publicação contribua para que o circo seja ainda mais valorizado e reconhecido como a forma de arte tradicional e importante que é", ressalta ele.

A cerimônia de lançamento será realizada pela Secretaria Municipal de Cultura, por meio do Centro de Memória do Circo, e pela AACMC (Associação dos Amigos do Centro de Memória do Circo), e irá reunir toda classe circense engajada nos projetos do CMC.

Fonte: divulgação por e-mail

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