DISTRITO FEDERAL, Brasília - Um paulistano, nascido em 1893, traria em si o DNA do Brasil inteiro.

Com sensibilidade múltipla, transitou com excelência em diversas áreas: literatura, música, história, fotografia, dentre outras. A intelectualidade de Mario de Andrade teve especial atenção ao Patrimônio Cultural brasileiro, originando de sua mente pulsante o anteprojeto do Serviço do Patrimônio Artístico e Nacional (SPAN), em 1936, instituído via Decreto-Lei em 1937.

E para celebrar seus 80 anos, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) homenageia, por meio da Medalha Mário de Andrade, a determinação e a dedicação dos entusiastas do patrimônio que estiveram junto com o Iphan nessa trajetória. No Estado de São Paulo, a cerimônia de entrega das medalhas acontece no dia 11 de dezembro na Superintendência do Iphan-SP, e contará com os lançamentos dos livros O Dicionário da Arquitetura Brasileira, o guia Arquitetura Moderna Paulistana, além da apresentação da edição especial da Revista do Patrimônio disponível em versão digital.

Desde outubro, a Medalha Mário de Andrade vem sendo concedida em todo o país a diversas personalidades e instituições brasileiras como agradecimento e reconhecimento oferecido a esses parceiros, por seu notório apoio na promoção e proteção dos bens culturais do Brasil, de modo a garantir sua permanência e usufruto para as gerações atuais e futuras; no incentivo à continuidade dos trabalhos do Iphan; e nas ações que enaltecem e valorizam a riqueza cultural brasileira.



Homenageados paulistas
Entre os homenageados com a Medalha Mário de Andrade em São Paulo estão os arquitetos servidores do Iphan, Victor Hugo Mori e Marcos José Carrilho; além dos professores Carlos Alberto Cerqueira Lemos; Nestor Goulart Reis Filho e Telê (Therezinha) Ancona Lopez, e ainda os arquitetos Julio Abe Wakahara e Carlos Henrique Heck.

Telê Ancona
Professora Emérita da Universidade de São Paulo, dedica-se ao estudo dos manuscritos deixados por Mário de Andrade, recolhidos ao Instituto de Estudos Brasileiro da Universidade de São Paulo (USPO, e de suas obras há mais de cinco décadas. É autora de vastíssima obra de crítica literária, sendo coordenadora de edições de textos apurados, dentre eles O Turista Aprendiz, publicado pelo do Iphan em 2015.

Julio Abe Wakahara
Começou como estagiário no Iphan em 1967. Em 1977 foi convidado pela Prefeitura de São Paulo para criar o Museu da Imagem Fotográfica, onde foi iniciado os projetos Museus de Rua, exposições a céu aberto, que atualmente perfazem a quantidade de cerca de 100 museus por todo o Brasil, dando origem em inúmeros recantos à questão da valorização do seu patrimônio cultural.

Nestor Goulart Reis Filho é professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo e ex-presidente do Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (CONDEPHAAT/SP), autor de vários livros sobre história da arquitetura e do urbanismo. O decano da preservação do Patrimônio Cultural em São Paulo é também ex-conselheiro do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural.

Carlos Alberto Cerqueira Lemos
Como professor e pesquisador, dedicou-se à história da arquitetura brasileira e à preservação do patrimônio cultural. Foi conselheiro do Conselho do Patrimônio Cultural, do CONDEPHAAT e do CONPRESP. É membro do Comitê Brasileiro do International Council of Monuments and Sites (ICOMOS) e do Comitê Brasileiro de História da Arte, filiado ao CIHA – Comité International d’ Histoire de l’ Art. Também é professor titular do Departamento de História da Arquitetura e Estética do Projeto da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU/USP).

Carlos Henrique Heck - é professor na Universidade Presbiteriana Mackenzie, foi presidente do Iphan e do Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico – (CONDEPHAAT). Foi diretor da Empresa Metropolitana de Planejamento da Grande São Paulo - EMPLASA, além de ter sido professor em Universidades como PUC-Campinas, UNICAMP e USP.

Lançamentos
Organizado pelo diretor do Departamento de Patrimônio Material do Iphan, Andrey Rosenthal Schlee, a edição comemorativa da Revista do Patrimônio reúne 27 artigos assinados por especialistas de renome nacional e internacional. A edição 35 traz viés retrospectivo, que se dividem em duas frentes de análise crítica para o passado da instituição. Já a edição 36 destina-se a pensar as políticas e desafios da preservação do Patrimônio Cultural nos próximos anos.

Originalmente publicado em fascículos na revista Acrópole, o Dicionário da Arquitetura Brasileira de Carlos Lemos e Eduardo Corona foi lançado na forma de livro em 1973, com edição esgotada no mesmo ano. O Dicionário foi de grande importância não só para os profissionais da área e estudantes, mas também para a história da editoria brasileira: até hoje é o primeiro dicionário especializado em arquitetura brasileira, fruto de uma extensa pesquisa por parte de seus realizadores.

O guia da Arquitetura Moderna Paulistana, organizado por Alberto Xavier, Carlos Lemos e Eduardo Corona, mapeia o cenário da arquitetura moderna produzida em São Paulo. Foi inicialmente publicado em fascículos na revista A Construção São Paulo a partir do ano de 1978 até 1983, quando foi editado em um volume completo. O livro, estruturado em fichas de obras construídas organizadas cronologicamente, inicia com a polêmica atribuição de primeira obra moderna ao edifício de apartamentos na avenida Angélica, projeto de Júlio de Abreu, de 1927, e termina em 1977 com o Centro Cultural São Paulo, de Eurico Prado Lopes e Luiz Telles.

Fonte: Iphan

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