BAHIA, Salvador - O Terreiro do Gantois, localizado no bairro da Federação, será palco neste sábado (19), às 18h, do evento de encerramento do Projeto “Requalificação do Memorial Mãe Menininha de Gantois – III Encontro com a Comunidade”.

Memorial Mãe Menininha de Gantois (Foto: divulgação)

A ação contará com a presença de autoridades locais, e da princesa de Osogbó, Ìyá Adedoyin Talabi Faniyi que está em missão acadêmica e histórica na Bahia.

O projeto visa realizar ações de estruturação museológica para o Memorial Mãe Menininha do Gantois, tem como objetivo a sua profissionalização, bem como a preservação de seu acervo e disseminação de suas informações ao público. “Este evento é importante não só para a história do candomblé, mas para toda sociedade, pois a partir do acervo de Mãe Menininha, é possível ter acesso ao conhecimento sobre a história da presença marcante dos africanos e dos seus descendentes na formação da cultura da Bahia”, explica o diretor do Instituto do Patrimônio Artístico Cultural da Bahia (IPAC), João Carlos Oliveira.

De acordo com a coordenadora de editais do IPAC, Ana Coelho, o projeto, aprovado no Edital Setorial de Museus 20/2016 do Fundo de Cultura, Secretaria da Fazenda, Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural e Secretaria de Cultura do Estado da Bahia, foi desenvolvido através da criação de uma infra-estrutura institucional museológica para consolidação profissional do memorial, capacitando-o a exercer o seu papel de guardião da memória e história da tradição religiosa de matriz afro-brasileira, sendo realizado em duas ações compostas por: Plano Museológico e Documentação/Informação do acervo museológico.

“O Plano Museológico é indispensável para a identificação da vocação da instituição museológica, ele define a missão da instituição e sua função especifica na sociedade. Já a documentação museológica é a decodificação dos objetos em informação, tornando-os fonte de pesquisa e geração do conhecimento. É a politica de preservação do IPAC, juntamente com a politica do fomento, contribuindo para a preservação e difusão do patrimônio museológico”, explica Ana.

O “Memorial Mãe Menininha do Gantois” foi criado em 1992, e reúne mais de 500 peças referentes à história, objetos rituais, e pessoais, de uma das maiores lideranças da religiosidade de matriz africana na Bahia. Ele está integrado ao espaço sagrado do terreiro. Considerado primeiro espaço museal dessa categoria, e de personalidade única da religiosidade, o Memorial faz jus à figura legendária e visionária de Mãe Menininha, que sempre teve uma perspectiva de preservação do patrimônio imaterial, com seus ritos e idiossincrasias, assim como do aspecto material, deixando um acervo rico em peças civis e religiosas.

“Estamos na fase de encerramento da Requalificação do Memorial de Mãe Menininha, que vai servir como porta para a sociedade. Tudo que foi feito aqui foi decidido juntamente com a comunidade local e não apenas com Casa Gantois. O projeto vai proporcionar a regulação das visitas, a manutenção do acervo do museu, além da tradição interna do terreiro", conta a proponente do projeto, Tanira Fontoura.

Fonte: Secult BA

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