DISTRITO FEDERAL, Brasília - Nesta segunda-feira (29), o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e a Embaixada dos Países Baixos lançaram o livro Novas (velhas) Batalhas – Educação patrimonial no contexto das fortificações de Pernambuco.

Foto: divulgação

A publicação reúne um significativo registro das referências culturais das fortificações a partir do olhar da comunidade na qual elas estão inseridas.

A cerimônia de lançamento foi na sede da Embaixada, em Brasília, e contou com a presença do secretário especial da Cultura do Ministério da Cidadania, Henrique Pires; da presidente do Iphan, Kátia Bogéa; do embaixador da Holanda no Brasil, Kees van Rij, da diretora do Escritório da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) em Brasília, Marlova Noleto, e de outras autoridades locais.

O livro, que foi lançando oficialmente no último dia 22, em Recife (PE), é resultado do projeto Educação e Patrimônio compartilhado: Brasil e Holanda, realizado no Forte das Cinco Pontas, no Forte Brum, no Forte Orange e em suas imediações. A Embaixada dos Países Baixos investiu R$ 120 mil na ação, a partir de um edital de 2017.

Desenvolvida pelo Iphan em parceria com o Museu da Cidade do Recife e a Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundar/PE) com o apoio das prefeituras de Recife e de Itamaracá, a ação tem como objetivo apoiar projetos de cooperação com organizações nacionais dentro da política de Patrimônio Cultural compartilhado da missão diplomática holandesa.

Ao longo de 2018, o projeto mobilizou professores e alunos de sete escolas do Recife e da Ilha de Itamaracá, para a elaboração de um inventário participativo, desenvolvido pelo Núcleo de Educação Patrimonial do Iphan. Os resultados alcançados pelo projeto foram organizados na publicação pela jornalista e escritora Gabriela Romeu.

“Essa participação de professores e alunos de escolas pernambucanas é muito importante. É essencial o pessoal se envolver, entender o que aquele patrimônio significa. Se esses lugares históricos não tiverem esse sentido, eles tendem a desaparecer, a não serem preservados. As pessoas nem sempre entendem o que significa aquela casa antiga perto da casa delas, e se isso não ocorrer elas não vão valorizar e dar a dimensão que aquele espaço de história de fato representa”, destaca o secretário especial da Cultura, Henrique Pires.

Os capítulos se iniciam sempre com um relato da experiência de um dos participantes do projeto, buscando sensibilizar os leitores para a importância da educação patrimonial. A proposta visa, também, apresentar o processo de se construir um inventário participativo, inspirando novas práticas que possam atuar com o mesmo objetivo.

Exposição no Forte das Cinco Pontas
A publicação deu origem também a uma exposição, para ampliar o conteúdo já abordado em suas páginas, refletindo as experiências e a percepção territorial da comunidade. A mostra ficará aberta à visitação pelo período de seis meses no Museu da Cidade do Recife, localizado no Forte das Cinco Pontas, podendo seguir depois em itinerância para as outras fortificações.

Fonte: Assessoria de Comunicação/ Secretaria Especial da Cultura/ Ministério da Cidadania

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