BAHIA, Salvador - Nesta terça-feira (02/06), às 17h, o Museu do Recolhimento dos Humildes recebe o museólogo, fotógrafo e gestor cultural Jomar Lima para a live “Afrobarroco, a fotografia como documento histórico”.

A live será transmitida no Instagram @museusdabahia.

Jomar Lima vai falar sobre o seu trabalho de arte e a religiosidade que, inclusive, já foi apresentado em duas exposições no museu: “Afrobarroco Cachoeira, Recôncavo da Bahia, Religiosidade” (com 21 fotos realizadas na Ordem Terceira do Carmo, em Cachoeira, e traz em sua composição as religiosas do candomblé e o espaço católico) e “Ars Moriendi: a representação da finitude da vida nas lápides tumulares da Ordem Terceira do Carmo de Cachoeira/BA” (30 réplicas de carneiras).

“Minha exposição ‘Afrobarroco Cachoeira, Recôncavo da Bahia, Religiosidade’ reflete a atualidade vivida dentro de uma cidade secular que preserva elementos também seculares. Escolhi uma capela que abriga as orações de religiosos e leigos. Sua decoração interna é inteiramente adornada com talha dourada e azulejos portugueses que ditam passagens bíblicas. Sua arquitetura interna obedece ao estilo barroco conhecido como Dom João V, pois verifica-se uma transição entre o barroco e o rococó. É neste cenário do século XVII que os rituais do candomblé também acontecem. Vivas estão nesse lugar duas memórias ancestrais: uma que subjugou o povo africano e a outra, a resistência e soberania desse mesmo povo”, completa o artista.

“O projeto (exposição e o livro) ‘Ars Moriendi’ rememora os manuais de preparação para a morte; versa sobre o conjunto de 30 carneiras em madeira policromada em um recinto funerário anexado à nave da capela da Ordem Terceira do Carmo construídas no século XVIII para abrigar os corpos dos irmãos da Ordem Terceira do Carmo na cidade de Cachoeira, Recôncavo da Bahia”, explica Paola Publio, coordenadora do museu.

O museu
Instalado no Convento de Nossa Senhora dos Humildes, em Santo Amaro, o Museu do Recolhimento dos Humildes é datado de junho de 1980. O acervo é de propriedade da Congregação de Nossa Senhora dos Humildes composto por imagens sacras delicadamente ornamentadas pelas recolhidas, além de cristais, pratarias, mobiliário, porcelanas, paramentos, rendas e alfaias (objetos litúrgicos). São cerca de 500 peças datadas do século XIX e tombadas pelo (IPHAN). Já o prédio é tombado como Patrimônio da Bahia pelo IPAC. Por conta de reformas, no momento a expografia não está disponível para visitação, porém o museu segue aberto com atividades de educação patrimonial. O Museu do Recolhimento dos Humildes é administrado por meio de um Convênio de Cooperação Técnica e Administrativa pela Diretoria de Museus do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (DIMUS/IPAC), unidade vinculada a Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA).

Fonte: DIMUS/IPAC

Agenda

Seg Ter Qua Qui Sex Sáb Dom
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30