DISTRITO FEDERAL, Brasília - O Patrimônio Cultural de Santa Catarina visto e apropriado pela ótica educacional.


Oficina Inventário Participativo (Foto: Rafael)

Essa é uma das iniciativas do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional no Estado de Santa Catarina (Iphan-SC) e de parceiros que se uniram para desenvolver projetos voltados à preservação e salvaguarda dos bens e das referências culturais catarinenses.

O resultado dessa integração, que conta com a participação do Centro de Estudos e Promoção da Agricultura de Grupo (CEPAGRO), do Instituto Ilha do Campeche, da prefeitura de Siderópolis, das Fundações Culturais de Blumenau e Itajaí e de secretarias de Araquari e Itaiópolis, pode ser conferido em cinco livretos elaborados pelos parceiros visando contribuir para um trabalho multidisciplinar tanto na área educacional, quanto nas áreas de pesquisa histórica, museológica, natural e arqueológica.

A cidade de Blumenau, por exemplo, pode ser conhecida por meio de seus ricos acervos disponíveis em museus, sendo que o projeto apresenta propostas pedagógicas para três deles: o da Família Colonial; o de Hábitos e Costumes e de Belas Artes. Mas se o interesse é trabalhar a educação patrimonial voltada para os valores paisagístico e arqueológico, o livreto a ser escolhido é sobre a Ilha do Campeche, local de grandes concentração de sítios arqueológicos e considerado o maior conjunto de inscrições rupestres no litoral brasileiro.

Outro roteiro pedagógico é explorar o Mosaico Cultural de Itaiópolis, cidade que teve como primeiros ocupantes os nômades Xokleng, sendo também antiga rota dos tropeiros e contou em sua formação identitária com imigrantes poloneneses, ucranianos, alemães e portugueses. Já a história do município de Araquari, fundado em 1848 quando uma nau portuguesa aportou no rio Parati, pode ser conhecida por meio de seu Patrimônio Cultural que revelam o local de cultura açoriana e luso açoriana, mas que caminha de mãos dadas com diversas culturas, como indígena, africana.

Porém, se a abordagem do trabalho pedagógico quiser envolver história, tradição e economia local, o livreto que traz o inventário participativo dos engenhos de farinha de Santa Catarina é a publicação a ser utilizada. A produção familiar de farinha representou uma das principais atividades econômicas de Santa Catarina nos séculos XVIII e XIX, sendo que até a década de 1960, quase toda família nativa mantinha o seu próprio engenho que produzia alimentos e reproduzia tradições.

Rede Patrimônio Cultural Santa Catarina
O objetivo da Rede Patrimônio Cultural Santa Catarina é articular parceiros interessados em realizar ações educativas na área do Patrimônio Cultural. As parcerias visam tanto otimizar o planejamento das ações a serem realizadas, como proporcionar a todos os envolvidos um processo pedagógico continuado. A ideia é exercitar a atuação em grupo, o planejamento em médio prazo, o encadeamento de ações não pontuais e o fortalecimento da visão sistêmica da preservação e salvaguarda do patrimônio cultural e das referências culturais.

As ações previstas nos Planos de Trabalho envolvem mesas redondas e reuniões de orientação técnica (com temas considerados prioritários pelos proponentes); inventário participativo (por meio de parceria com secretarias municipais de educação); produção de livretos sobre patrimônio cultural e um Seminário virtual para apresentação dos resultados dos Acordos de Cooperação Técnicas a ser realizado em 30 de julho de 2020, das 14h às 18h. As inscrições e a programação estão disponíveis e o resumo das ações pode ser conferida na apresentação do Seminário.

Acesse as publicações
Engenho é patrimônio: Inventário Cultural dos Engenhos de farinha do litoral catarinense
Conhecendo Museus Blumenau
Ilha do Campeche e Educação Patrimonial
Araquari: nossa história, nossa herança
Itaiópolis Mosaico Cultural

Fonte: Iphan

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