MINAS GERAIS, Belo Horizonte - Edição destaca a importância da fotografia para registrar a memória das famílias, das cidades e de tradições imateriais

Registro de patrimônio imaterial em Alto dos Pinheiros (Crédito: Patrick Arley)

Em agosto, celebram-se duas manifestações culturais: o Dia do Patrimônio (17) e o Dia da Fotografia (19). A Casa Fiat de Cultura abordará as duas temáticas no Encontros com o Patrimônio deste mês, que será realizado no domingo, 16 de agosto, das 11h às 12h30. A historiadora e educadora da instituição, Ana Carolina Ministério, convida o antropólogo e fotógrafo Patrick Arley para bate-papo online sobre “Patrimônio e Fotografia: registros de memórias e identidades”. A transmissão será ao vivo e a participação é gratuita, com inscrição pela Sympla.

A historiadora Ana Carolina Ministério vai apresentar a potência documental da fotografia, como registro de histórias familiares e das cidades, e discutir como o pensamento moderno impactou áreas urbanas em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, a partir de registro dos fotógrafos Militão Augusto de Azevedo, Marc Ferrez e Wilson Baptista. Serão apresentadas algumas fotografias do acervo do Museu da Imagem e do Som (MIS), em São Paulo, além do projeto “Quanto Tempo Dura um Bairro”, que mapeou fachadas de casas nos bairros de Santa Tereza, Lagoinha e Savassi através da fotografia, como forma de resgatar a memória afetiva e arquitetônica de Belo Horizonte.

Em seguida, Patrick abordará as concepções que formam e informam as políticas patrimoniais, as narrativas visuais e as relações históricas entre a fotografia e os povos subalternos. Eles destacam, ainda, pontos sobre fotoetnografia, ética e registros dos povos tradicionais contemporâneos. Segundo o antropólogo, as linguagens fotográficas têm enorme potencial, para além do registro documental: “A fotografia contribui para a formação e a reinvenção de processos identitários e de lutas políticas, ao proporcionar visibilidade, reconhecimento, combate aos racismos e desigualdades de gênero, dentre outros, para tornar visíveis, em outros termos, povos e práticas que foram, ao longo da história, sistematicamente invisibilizados ou retratados de forma preconceituosa”.

O Encontros com o Patrimônio é realizado pela Casa Fiat de Cultura, com apoio do Ministério do Turismo, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, patrocínio de Fiat Chrysler Automóveis (FCA) e Banco Safra. A palestra conta com apoio institucional do Circuito Liberdade, do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico (Iepha), do Governo de Minas e do Governo Federal, além de apoio cultural do Programa Amigos da Casa, da Brose do Brasil e da Expresso Nepomuceno.


Registro de patrimônio imaterial (Crédito: Patrick Arley)

Ana Carolina Ministério, historiadora e educadora da Casa Fiat de Cultura
Responsável pelo Núcleo de Pesquisa e Mediação em Arte, Cultura e Patrimônio da Casa Fiat de Cultura. É bacharel licenciada em História e especialista em Produção e Crítica Cultural, pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG), especialista em Cultura e Arte Barroca, pela Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), e mestra em Artes pela Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG).

Patrick Arley, antropólogo e fotógrafo
Graduado em Ciências Sociais pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), é mestre em Antropologia pela mesma instituição, onde também iniciou o doutorado em Antropologia. Tem experiência acadêmica nas áreas de Antropologia da Ciência e Tecnologia; Antropologia das Controvérsias Sociotécnicas; Antropologia Visual; Patrimônio Material e Imaterial, Antropologia do Corpo e da Saúde e Teoria Antropológica. Na área profissional, atua em desenvolvimento de pesquisas; educação patrimonial; registro e inventário de patrimônio material e imaterial; desenvolvimento de ações de salvaguarda de bens culturais de natureza imaterial, fotografia etnográfica e documental. Como fotógrafo, já participou de exposições no Brasil, na África e na Europa.

Casa Fiat de Cultura
A Casa Fiat de Cultura cumpre importante papel na transformação do cenário cultural brasileiro, ao realizar as mais prestigiadas exposições. A programação estimula a reflexão e interação do público com várias linguagens e movimentos artísticos, desde a arte clássica até a arte digital e contemporânea. Por meio do Programa Educativo, a instituição articula ações para ampliar a acessibilidade às exposições, desenvolvendo réplicas de obras de arte em 3D, materiais em braile e atendimento em libras.

Atualmente, 50 mostras de consagrados artistas brasileiros e internacionais, já foram expostas na Casa Fiat de Cultura, entre os quais Caravaggio, Rodin, Chagall, Tarsila, Portinari entre outros. Há 14 anos, o espaço apresenta uma programação diversificada, com música, palestras, residência artística, além do Ateliê Aberto – espaço de experimentação artística – e de programas de visitas com abordagem voltada para a valorização do patrimônio cultural e artístico.

A Casa Fiat de Cultura é situada no histórico edifício do Palácio dos Despachos e apresenta, em caráter permanente, o painel de Portinari, Civilização Mineira, de 1959. O espaço integra um dos mais expressivos corredores culturais do país, o Circuito Liberdade, em Belo Horizonte. Mais de 2,7 milhões de pessoas já visitaram suas exposições e 550 mil participaram de suas atividades educativas.

Serviço
Encontros com Patrimônio online – mês de agosto
Patrimônio e Fotografia: registros de memórias e identidades
16 de agosto, das 11h às 12h30 - Bate-papo virtual
Evento gratuito, com inscrição pela Sympla: https://bit.ly/33tSDt0

Casa Fiat de Cultura
Circuito Liberdade
Praça da Liberdade, 10 – Funcionários – BH/MG

Informações
(31) 3289-8900
www.casafiatdecultura.com.br
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Fonte: divulgação por e-mail

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