RIO DE JANEIRO, Rio de Janeiro - Serão exibidos 13 filmes, sendo dois inéditos no Brasil, de 6 a 17 janeiro

O Ano Novo já traz uma ótima notícia para os amantes da obra de Emir Kusturica. De 6 a 17 de janeiro, a Caixa Cultural do Rio de Janeiro apresentará a maior retrospetiva da obra do diretor sérvio na América Latina, com a exibição de 13 filmes (oito em cópias raras 35mm e cinco digitais): os 10 longas do diretor, dois filmes como ator e um documentário sobre ele. Os filmes “A Floresta de Gelo”, em que trabalha como ator, e “Kusturica: Balkan´s Bad Boy”, documentário sobre o cineasta, são inéditos no Brasil, e “Promessas” (2007) é o último longa de ficção lançado por ele e terá a sua primeira exibição no Rio de Janeiro na Mostra KUSTURICA.


“O motivo pelo qual chamamos Emir Kusturica de um dos mais consagrados cineastas de seu tempo é simples: seis de seus dez longas saíram com um dos prêmios principais nos maiores festivais de cinema do mundo. São duas Palmas de Ouro (algo que pouquíssimos diretores conquistaram) e um prêmio de Melhor Diretor em Cannes, um Leão de Ouro de melhor diretor estreante e um de Prata em Veneza, e um Urso de Prata em Berlim. Kusturica é ainda responsável por uma série de outras produções para televisão, curtas e comerciais, e ainda faz sucesso com sua banda The No Smoking Orchestra, retratada no documentário Memórias em Super 8”, afirma Fernanda Teixeira, curadora da Mostra.

Emir Kusturica tem um estilo particular e elementos que podem ser reconhecidos pelo público: temas relacionados a família e a relações interpessoais durante crises políticas e econômicas; humor negro; a música dos Balcãs; reflexão histórica sobre a condição da antiga Iugoslávia; direção de arte criativa que trabalha a estética e fotografia em prol da narrativa para dar vida aos personagens. Ganhador da Palma de Ouro de Melhor Filme por Quando Papai saiu em Viagem de Negócios e Underground – Mentiras de Guerra, alcançou algo que somente outros seis diretores alcançaram, entre eles Francis Ford Coppola, Shohei Imamura e Michael Haneke. O diretor roda no momento seu próximo longa, “On the Milky Road”, com previsão de lançamento para 2016.

Além das exibições dos filmes, a retrospectiva contará com um debate sobre a obra de Kusturica, no dia 14 de janeiro, às 19h, com entrada franca, com as participações da curadora Fernanda Teixeira, do crítico de cinema Leonardo Luiz Ferreira e do roteirista Sylvio Gonçalves, autor, entre outros, de S.O.S. Mulheres ao Mar. Será distribuído para o público também um catálogo com textos inéditos de todos os filmes e artigos sobre o realizador escritos por críticos de cinema de diferentes estados do país.

Haverá ainda uma sessão comentada de Underground – Mentiras de Guerra, no dia 9 de janeiro, às 14h. Quem comentará o filme será a professora e pesquisadora Andréa França, autora de Terras e fronteiras no cinema político contemporâneo (Ed. 7 Letras), entre outras publicações.

“O cinema de Kusturica me fascinou desde o primeiro filme que pude assistir, Vida Cigana. É uma mistura do lirismo de Fellini com o realismo mágico de García Marquez, mas com uma marca pessoal indelével do autor. Poesia e melancolia andam lado a lado em obras barrocas com trilhas sonoras e estéticas fascinantes. Seu trabalho singular merece ser visto e debatido no Rio de Janeiro. É com esse desejo de apresentar a sua obra completa para cinema que a mostra se transformou em realidade”, destaca Fernanda Teixeira.

Programação:

Cinema 1
06 de janeiro (quarta-feira)

19h - ABERTURA – Memórias Em Super 8 (2001), Emir Kusturica, 90 min, Alemanha/Itália/Iugoslávia, 12 anos
07 de janeiro (quinta-feira)
16h - Você se Lembra de Dolly Bell? (1981), Emir Kustrurica, 107 min, Iugoslávia, 14 anos<B

(Nota do editor: notícia originalmente publicada em 19/12/2015 às 04:59hs - 60 visitas até 16/05/2016 ) 

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