RIO DE JANEIRO, Rio de Janeiro - Neste sábado (19.12), o Museu do Meio Ambiente inaugura o Ateliê Mestre Valentim e lança o catálogo O Mestre no Jardim, uma coletânea de textos sobre a obra do artista e o processo de restauro

Após nove meses, a restauração das principais peças de Mestre Valentim integrantes do acervo do Jardim Botânico chega ao fim como um presente de natal do Jardim Botânico para a cidade do Rio de Janeiro em seus 450 anos. Em processo de restauro desde março de 2015, as peças renovadas ganharam um novo espaço, o Ateliê Mestre Valentim - antigo Galpão das Artes, ambientado com uma exposição que apresenta a vida e a obra deste que foi reconhecidamente um dos maiores artistas do século XVIII.

No mesmo dia, o Museu do Meio Ambiente lança o catálogo O Mestre no Jardim: Ateliê de Restauração de obras de Mestre, uma coletânea de cinco textos escritos por especialistas na obra do artista e na área de restauração. A publicação tem organização de José do Nascimento Júnior, Carmen Machado, Luisa Rocha e Julia Guttler, e traz textos assinados por Anna Maria Fausto Monteiro de Carvalho, Nireu Cavalcanti, Maria Ines Anachoreta, Marcus Granatto e Silvia Puccioni.

Mestre Valentim e suas obras no Jardim
Em meio às belezas naturais do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, um tesouro com mais de dois séculos de existência passava despercebido pelo visitante. Desde o início do século vinte, quatro esculturas de um dos mais significativos artistas do Brasil Colônia, o Mestre Valentim, fazem parte do acervo da instituição. Além do valor artístico, as peças são as primeiras esculturas fundidas no Brasil e possuem inestimável valor histórico.

Trata-se de Eco, Narciso e duas aves pernaltas, esculturas originalmente projetadas para o Chafariz das Marrecas e o Chafariz do Jacaré. No século XIX, estas fontes serviram para abastecer a cidade de água e embelezar o Passeio Público, primeiro espaço planejado para o lazer da população carioca e o projeto de maior destaque de Mestre Valentim.

Datadas de 1785, as esculturas se encontravam deterioradas pelo tempo e umidade. Em 2015, alinhado a um projeto de valorização de seu patrimônio e em comemoração ao aniversário da cidade do Rio de Janeiro, o Jardim iniciou a restauração destas obras e abriu as portas do Ateliê de Restauração Mestre Valentim para o público, que pôde observar de perto as técnicas de restauro empregadas para garantir a conservação do legado deste artista ícone da cidade.

Sobre a Restauração
Com início em março e término em novembro de 2015, a restauração das obras de Mestre Valentim começou com o diagnóstico e o levantamento de danos. Equipes especializadas realizaram a fotogrametria das esculturas, mapeamento digital e tridimensional das peças, que resultou em um modelo guia para os restauradores na identificação de fissuras, limos, rachaduras entre outros problemas a serem recuperados.

Para Silvia Puccioni, responsável pela restauração, o maior desafio foi conservar autenticidade das peças e dos materiais usados. “Por serem as primeiras esculturas fundidas no Brasil, mais do que valor artístico, têm inestimável valor histórico. Sua restauração seguiu critérios de autenticidade e preservou os materiais originais seguindo um processo altamente criterioso”.

O projeto de restauração é coordenado pelo Museu do Meio Ambiente do Jardim Botânico do Rio de Janeiro e tem patrocínio da Hope Serviços, através da Lei de Incentivo à Cultura da Prefeitura do Rio de Janeiro - a Lei do ISS.

Fonte: JBRJ

(Nota do editor: notícia originalmente publicada em 17/12/2015 às 08:02hs - 35 visitas até 16/05/2016 ) 

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