DISTRITO FEDERAL, Brasília - Os dez anos do registro do Sistema Agrícola Tradicional do Rio Negro é um dos temas da Semana do Patrimônio Cultural 2020, realizada entre os dias 30 de setembro e 2 de outubro pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), autarquia vinculada ao Ministério do Turismo e à Secretaria Especial da Cultura.


Sistema Agrícola Tradicional do Rio Negro, AM (Foto: Carla Dias - divulgação: Iphan)

Buscando envolver a comunidade amazonense em ações de preservação ao Patrimônio Cultural no estado, o evento será composto por uma programação online, transmitida ao vivo e acessível em celulares, tablets e computadores. A participação é gratuita.

O Patrimônio Cultural do Amazonas se estende por vários municípios do estado. É formado por edificações tombadas, como as do Centro Histórico de Manaus, mas também por manifestações culturais registradas, a exemplo do Complexo do Boi Bumbá do Médio Amazonas e Parintins e da Cachoeira Iauarautê, além dos sítios arqueológicos protegidos pelo Iphan. Esses são os eixos que vão nortear a programação da Semana do Patrimônio. Previsto para ocorrer presencialmente, o evento foi adaptado por conta da situação de emergência em saúde pública decorrente da epidemia do coronavírus.

“Queremos contribuir com a disseminação do conhecimento sobre o Patrimônio Cultural no Amazonas, fomentando a integração das dimensões materiais e imateriais”, declarou a superintendente do Iphan-AM, Karla Bitar. “Essa é uma forma de trazer a população para debater o tema. A preservação e a divulgação do Patrimônio Cultural dependem fundamentalmente da comunidade, que vive diariamente a cultura do Amazonas.”

No primeiro dia da Semana do Patrimônio, às 16h30, ocorre a palestra “Instituição de guarda e o acervo arqueológico e paleontológico do Museu da Amazônia (Musa)”, que contará com participação do arqueólogo Iberê Fernando de Oliveira Martins. Já no dia 1º, às 17h, será promovida palestra sobre o restauro da antiga Câmara Municipal de Manaus – Centro de Arqueologia de Manaus, proferida pelo arquiteto Almir de Oliveira, coordenador técnico da Comissão Especial Manaus Histórica da prefeitura de Manaus (AM).

Por fim, no dia 2, o encerramento da semana terá mesa-redonda sobre os dez anos do registro do Sistema Agrícola Tradicional do Rio Negro – conjunto de práticas e saberes relativos ao cultivo de plantas e relações sociais em torno do roçado da mandioca, que reúne 22 povos indígenas do rio Negro. A mesa contará com três participantes: a professora e mestre em Artes Visuais, Ilma Fernandes Neri, indígena do povo Piratapuia; a historiadora Natália Brayner, coordenadora de apoio aos bens registrados do Iphan; e a professora Laure Emperaire, pesquisadora do Instituto de Pesquisa para o Desenvolvimento, do governo francês.

Para assistir às palestras, basta acessar o canal do Iphan no YouTube. O público poderá encaminhar perguntas aos palestrantes e debatedores. Também serão distribuídos certificados aos participantes do evento.

Fonte: Iphan

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