RIO DE JANEIRO, Rio de Janeiro - "Amai sempre a Bibliotheca Nacional; alimentai sempre o fogo sagrado do patriotismo mais decidido, e eu, levita arrastado d'estes altares, applaudirei com effusão os vossos triumphos, porque serão sempre os meus". Carta de despedida de Ramiz Galvão aos funcionários da Biblioteca Nacional. Rio, 24 de julho de 1882 (dois dias depois de ter sido exonerado do cargo).

Quem já visitou o belo prédio em que atualmente está situada a Biblioteca Nacional talvez tenha reparado que na entrada de uma de suas principais salas, conhecida por todos como "Obras Gerais", há uma placa informando que aquele espaço tem outro nome: chama-se Sala Ramiz Galvão.

Mas quem foi Ramiz Galvão? Por que este homem foi objeto desta homenagem? A placa se refere a um enérgico diretor que presidiu a instituição entre 1870 e 1882 e tem como um de seus principais méritos ter lançado as bases para se definir o que deveria ser uma biblioteca nacional.

A série LIVES DA BN apresenta, quinta-feira 22 de outubro de 2020 às 17:00,

Personagens da BN: Ramiz Galvão, o Bibliotecário Perfeito
Ana Paula Caldeira (UFMG)
Ana Virginia Pinheiro (UNIRIO)
Fábio Frohwein (UFRJ)

Moderador: Luiz Ramiro (CPE, FBN)

Ana Paula Sampaio Caldeira é graduada em História e mestre em História Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, além de doutora pelo Programa de Pós-Graduação em História, Política e Bens Culturais do CPDOC/ FGV. Sua tese de doutorado deu origem ao livro "O Bibliotecário Perfeito. O historiador Ramiz Galvão na Biblioteca Nacional", publicado em coedição pela Fundação Biblioteca Nacional e pela Edipucrs. Atualmente, é professora do Departamento de História e do Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), onde trabalha com temas relacionados à história da historiografia, à história dos intelectuais e ao ensino de história.

Ana Virginia Pinheiro é Bibliotecária, especialista em Administração de Projetos Culturais e Mestre em Administração Pública (FGV/EBAPE). Foi Bibliotecária da Fundação Biblioteca Nacional por 38 anos (1982-2020), sendo 16 como Chefe e Curadora das Obras Raras. É Professora adjunta da Escola de Biblioteconomia da UNIRIO, integra o Grupo de Estudos Interdisciplinares da Raridade Documental/Bahia e o Comitê Nacional do Brasil do Programa Memória do Mundo da Unesco e dedica-se ao estudo e à avaliação do livro raro.

Fábio Frohwein de Salles Moniz é doutor em Literatura Brasileira e em Letras Clássicas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, onde atualmente é professor adjunto de Língua e Literatura Latinas, lecionando em cursos de Graduação e no Programa de Pós-Graduação em Letras Clássicas. Atuante em Crítica Textual, investiga a transmissão da literatura latina em edições modernas, com especial interesse na obra de Catulo, Tibulo e Propércio. Dedica-se ainda ao estudo e tradução de autores novilatinos, orientando pesquisas em nível de Graduação e Pós-Graduação. Coordena o projeto de extensão "Núcleo de Documentação em Línguas Clássicas", realizado pela UFRJ em parceria com a Fundação Biblioteca Nacional, para a otimização de descrições de obras raras em latim e grego integrantes do Catálogo do Patrimônio Bibliográfico Nacional (CPBN).

Fundação Biblioteca Nacional
Secretaria Especial da Cultura
Ministério do Turismo
Governo Federal

Acesse o canal do Youtube da FBN para acompanhar esse e outros eventos:
www.youtube.com/c/FundacaoBibliotecaNacional

Para ir direto ao episódio da próxima quinta-feira às 17:00 acesse:
https://youtu.be/usZVz-ZTskQ

Fonte: FBN

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