MINAS GERAIS, Belo Horizonte - Projeto permitirá o acesso a documentos inéditos sobre o período


APM (Foto: divulgação)

Mais de 60 mil páginas de documentos referentes ao monitoramento de indivíduos e grupos considerados subversivos durante a Ditadura Militar (1964-1985) serão digitalizados pelo Arquivo Público Mineiro (APM). Os documentos contêm informações não apenas sobre operações militares e policiais de natureza repressiva, mas também sobre os seus alvos, ou seja, movimentos sociais e políticos da época. O trabalho é fruto de uma parceria entre o APM, unidade da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult) e a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais (Fapemig), por meio da realização do projeto “Digitalização e Organização do acervo documental da Polícia Política Mineira”.Mais de 60 mil páginas de documentos referentes ao monitoramento de indivíduos e grupos considerados subversivos durante a Ditadura Militar (1964-1985) serão digitalizados pelo Arquivo Público Mineiro (APM). Os documentos contêm informações não apenas sobre operações militares e policiais de natureza repressiva, mas também sobre os seus alvos, ou seja, movimentos sociais e políticos da época. O trabalho é fruto de uma parceria entre o APM, unidade da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult) e a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais (Fapemig), por meio da realização do projeto “Digitalização e Organização do acervo documental da Polícia Política Mineira”.

O projeto, que é coordenado pelo professor Rodrigo Patto Sá Motta, do Departamento de História da UFMG, permitirá a digitalização e descrição dos documentos microfilmados da Coordenação Geral de Segurança, órgão vinculado à Secretaria de Estado da Segurança Pública, recolhidos pelo Arquivo Público Mineiro em 2013. O acervo compreende documentos produzidos por aquele órgão, que atuava na coleta de informações para orientar as ações de segurança pública e de repressão política no Estado, durante as décadas de 1970, 1980 e 1990.

Em 2011, o acervo do Departamento de Ordem Política e Social (DOPS) custodiado pelo APM recebeu registro internacional no âmbito do programa Memória do Mundo da UNESCO, evidenciando a importância dos acervos documentais referentes aos períodos de exceção. Rodrigo Sá Motta argumenta que a importância da preservação e do acesso aos documentos produzidos pelos órgãos de repressão “deve-se à sua relevância científica, já que as informações ali contidas são muito relevantes para a história recente de Minas Gerais e do Brasil, mas também à sua importância cívica, pois o conhecimento sobre as ações da máquina repressiva estatal pode contribuir para a defesa da democracia”.

Parte da documentação da Coordenação Geral de Segurança já foi organizada em colaboração com o Departamento de História da UFMG e já pode ser consultada na sede do Arquivo Público Mineiro. Interessados em acessar os documentos podem consultar as descrições e saber sobre as condições de acesso clicando AQUI.

A nova etapa do trabalho será realizada ao longo de 30 meses e complementará o projeto de digitalização e organização dos documentos do DOPS/MG, realizado entre 2002 e 2006, também com recursos da Fapemig, e permitirá a preservação dos documentos que se encontram apenas em rolos de microfilmes, uma vez que o acesso passará a ser feito em meio digital. O projeto também garantirá a recuperação das informações de maneira mais eficiente pelos pesquisadores e demais cidadãos interessados em consultar os documentos. Serão 305 rolos de microfilme digitalizados e 30 rolos indexados, que totalizarão mais de 60 mil páginas de documentos disponíveis para consulta.

Fonte: Secult MG

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