RIO DE JANEIRO, Rio de Janeiro - O lançamento do documentário 'À Luz do Progresso', acontece neste domingo (23/01), às 21h, no canal do youtube da DobleChapa: https://www.youtube.com/c/doblechapa

Governo Federal, Governo do Estado do Rio de Janeiro, Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro, através da Lei Aldir Blanc, apresentam:

'À Luz do Progresso' é um documentário sobre as ruínas da memória de São João Marcos, importante entreposto comercial do Brasil Imperial, principal polo da produção cafeeira do Brasil Colônia cujo destino final foi ser tragada pelas águas da represa de Ribeirão das Lajes, construída para abastecer a então capital da República, com água e eletricidade.

E assim sua história acabou. Em ruínas e quase memória.

'À Luz do Progresso' é uma ode contra o poder destruidor do progresso que reprocessa a ausência de memórias sobre a história de São João Marcos a partir de releituras de artistas contemporâneos.

O filme reprocessa a ausência de memórias através de performances de artistas contemporâneos: os poetas Carol Dall Farra e Emmanoel Cavalcanti, a performer Mariana Maia, o palhaço da Folia de Reis do Rubião, cidade que hoje abriga parte dos descendentes de moradores expulsos de São João Marcos para propor uma reflexão sobre a conflituosa relação entre o progresso e a preservação da cultura e da natureza. Uma temática cada vez mais urgente e atual nos dias de hoje.

Uma produção Doblechapa.

Texto sobre o projeto:
"À luz do progresso" é um documentário de média metragem sobre as ruínas da memória de São João Marcos. Situada no Rio de Janeiro próxima à divisa com São Paulo, a cidade foi um importante entreposto comercial à margem da primeira estrada que interligou os dois estados.

Sua fundação data de 1739, a partir da instalação de lavouras e de comércios de passagem. Atingiu o ápice durante o século 19 com a introdução da cultura do café. A população chegou a 14 mil habitantes e sua configuração urbana organizada em torno de dez ruas principais contava com um teatro, duas igrejas, duas escolas, dois clubes sociais, um hospital e um posto dos correios.

Seu declínio teve início com a abertura da rodovia Rio-Santos e a construção da represa de Ribeirão das Lajes para fins de geração de energia. A proximidade do lago da represa desencadeou surtos de malária que exterminaram boa parte dos moradores locais. Apesar do abandono, em 1939, foi a primeira cidade brasileira tombada pela recém fundada Secretaria do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (atual IPHAN) em decreto redigido pelo poeta Carlos Drummond de Andrade.

Um ano depois, o decreto foi revogado pelo presidente Getúlio Vargas sob a alegação de que se fazia necessário aumentar a capacidade do reservatório da represa para garantir o fornecimento de luz elétrica no estado do Rio de Janeiro. São João Marcos tornaria-se uma cidade submersa. Foi ordenado pelas autoridades que a cidade fosse evacuada e que seus moradores fossem transferidos para municípios vizinhos como Mangaratiba, Rio Claro e Piraí. Os prédios públicos foram destruídos, minando a infraestrutura básica da vila, mas as águas nunca ultrapassaram o limite de 40 centímetros acima do chão.

Muitos moradores resistiram e lá permaneceram, mas os alagamentos causaram o mais agressivo surto de malária registrado no estado do Rio até então, reduzindo a população de 8 mil a 3 mil habitantes. Aqueles que sobreviveram acabaram tendo que ir embora e as memórias se apagaram. Hoje, a cidade encontra-se completamente inabitada e as ruínas do que ela um dia foi passam por um processo de restauração.

O filme reprocessa a ausência de memórias através de performances de artistas contemporâneos: os poetas Carol Dall Farra e Emmanoel Cavalcanti, a performer Mariana Maia, o palhaço da Folia de Reis do Rubião, cidade que hoje abriga parte dos descendentes de moradores expulsos de São João Marcos para propor uma reflexão sobre a conflituosa relação entre o progresso e a preservação da cultura e da natureza. Uma temática cada vez mais urgente e atual nos dias de hoje."

Performances criadas especialmente para o para filme:
Carol Dall Farra: https://www.youtube.com/watch?v=3kokaMkM27M
Palhaço Virgulino do grupo folclórico Folia de Reis do Oriente (Rubião, RJ): https://www.youtube.com/watch?v=2oKySIMD3uc

Fonte: divulgação por e-mail

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