SÃO PAULO, São Paulo - Referência cultural no Rio Grande do Sul, estado em que nasceu, e considerado um dos maiores poetas do século XX, Mario Quintana combinava ironia, humor, profundidade e perfeição técnica em cada obra que produzia.

Introdução do Relatório da Diretoria SAMRIG, de 1986, "Quintana dos 8 aos 80" (Foto: Acervo Centro de Memória Bunge).

Neste domingo (5/5), a morte do autor completa 25 anos e o Centro de Memória Bunge, um dos mais ricos acervos empresariais do Brasil, destaca o documento "Quintana dos 8 aos 80", elaborado em 1986 pela Sociedade Anônima Moinhos Rio Grandenses (SAMRIG), antiga empresa da Bunge no Brasil, para homenagear a trajetória do escritor.

Trata-se do Relatório da Diretoria, uma publicação com informações financeiras que, na época, também abordava questões culturais. A ideia de reunir poemas, análises literárias e biografia de escritores no documento surgiu em 1971, depois que a SAMRIG decidiu ir além da divulgação de seu desempenho empresarial e passou a fomentar o debate sobre o compromisso das empresas com a realidade sociocultural da comunidade onde atuavam.

O material sobre Mario Quintana foi organizado pela pesquisadora Tânia Franco Carvalhal, com fotos de Liane Neves, ilustrações de Liana Timm e direção de arte de Marilena Gonçalves. E mesmo após quase três décadas sem o poeta, suas poesias, antologias e obras literárias infantis ainda permanecem lembradas por gerações.

Considerado o "poeta das coisas simples", Quintana trabalhou quase toda a sua vida como jornalista. Foi responsável pelas traduções de mais de 130 obras literárias, sendo Palavras de Sangue, do italiano Giovanni Panini, publicada em 1934 pela Editora Globo, a primeira delas. Em 1940, lançou seu primeiro livro de poesias de sua autoria, A Rua dos Cataventos.

Em 1966, com sua obra Antologia Poética, foi agraciado com o Prêmio Fernando Chinaglia, da União Brasileira dos Escritores. Neste mesmo ano, também foi homenageado pela Academia Brasileira de Letras por Augusto Meyer e Manuel Bandeira. Na ocasião, Bandeira recitou o poema Quintandares, de sua autoria, em homenagem a Quintana.

Sobre o Centro de Memória Bunge
O Centro de Memória Bunge foi criado em 1994 e desde então é um dos projetos da Fundação Bunge. Referência na área de preservação da memória empresarial, o local tem como objetivo a guarda e preservação de documentação histórica, a disseminação do conhecimento e a utilização de seu acervo como um instrumento estratégico de gestão.

Para facilitar o acesso ao público e compartilhar com a sociedade o aprendizado construído, o CMB disponibiliza seu acervo online (www.fundacaobunge.org.br/acervocmb/) e conta com atividades gratuitas como Atendimento a Pesquisas, Exposições Temáticas, Visitas Técnicas e Benchmarking. Além disso, promove as Jornadas Culturais, série de palestras e oficinas gratuitas com objetivo de conscientizar as pessoas sobre a importância da preservação de acervos históricos e patrimoniais.

Sobre a Fundação Bunge
A Fundação Bunge, entidade social da Bunge Brasil, há mais de 60 anos atua em diferentes frentes com o compromisso de valorizar pessoas e somar talentos para construir novos caminhos. Suas ações estabelecem uma relação entre passado, presente e futuro e são colocadas em práticas por meio da preservação da memória empresarial (Centro de Memória Bunge), do incentivo à leitura (Semear Leitores), do voluntariado corporativo (Comunidade Educativa), do desenvolvimento territorial sustentável (Comunidade Integrada) e do incentivo às ciências, letras e artes (Prêmio Fundação Bunge).

Fonte: divulgação por e-mail

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