SÃO PAULO, São Paulo - O escritor paulista Monteiro Lobato (1882-1948) fez uma literatura infantil que criou um universo onírico “muito bonito” para o brasileiro se reconhecer, que inclui elementos do folclore nacional, ao mesmo tempo em que expressou racismo em sua obra, não apenas nos termos utilizados, mas também nas hierarquias construídas entre as personagens.

Essa é a forma como a professora Lilia Schwarcz analisa a obra infantil de Monteiro Lobato. Segundo ela, pode-se gostar de um autor e, ao mesmo tempo, criticar, lamentar e “desgostar” do mesmo autor em determinados aspectos. Autora, ao lado de Marisa Lajolo, do livro Reinações de Monteiro Lobato – Uma Biografia, lançado recentemente pela Editora Companhia das Letrinhas, Lilia destaca que fazer uma biografia não significa assumir um compromisso de exaltação do biografado. Por isso, as contradições de Lobato estão presentes na obra recém-lançada.

Lilia falou sobre esse novo livro em entrevista no programa Via Sampa, da Rádio USP (93,7 MHz), transmitida no dia 24 de julho. Na entrevista, concedida ao jornalista Marcello Bittencourt, ela revelou que a Companhia das Letrinhas vai reeditar os livros infantis de Lobato sem retirar os trechos considerados racistas – como já foi sugerido por parte do movimento negro. Lilia Schwarcz é professora do Departamento de Antropologia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP.

Fonte: Jornal da USP

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