DISTRITO FEDERAL, Brasília - A passagem do tempo frequentemente é acompanhada por grandes transformações: vilas se convertem em cidades, paisagens naturais são substituídas por cenários urbanos, povoados de tamanho reduzido geram populações expressivas.

Cada período deixa vestígios que recompõem histórias de uma época e revelam a origem de características que persistem no presente.

No caso de Nova Iguaçu, localizada na baixada fluminense (RJ), o próprio nome do município remonta à ocupação do território por povos indígenas. Construída às margens do rio Iguaçu, que batizou a cidade, o nome provém do termo "y-gûasu", derivado do tupi, que significa "água grande" ou "rio grande".

Para dar visibilidade às memórias dos primeiros habitantes da região a Prefeitura de Nova Iguaçu - por meio da Secretaria Municipal de Cultura e da Fundação Educacional e Cultural de Nova Iguaçu - promove a exposição A cultura tupi nas terras de Guaguassu: Fragmentos da história iguaçuana da Pré-História ao Século XVII.

Entre outras instituições, como o Instituto de Arqueologia Brasileira (IAB), a mostra conta com o apoio do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). A iniciativa destaca-se por trazer uma exposição com enfoque histórico e arqueológico a uma região do estado que tradicionalmente conta com escassa programação cultural.

Gravuras, vasos de barro, urnas funerárias, cocares e outros artefatos indígenas diversos compõem o acervo da exposição. Outro atrativo consiste nas primeiras edições de livros raros do século XVI. Algumas peças remontam à pré-história: é o caso de uma lâmina de machado com procedência estimada entre 6 e 9 mil anos. A mostra promete uma experiência imersiva desde o início, já que, para conhecer o espaço, visitantes precisam adentrar em uma estrutura com aspecto de oca.

Os povos pertencentes ao tronco Tupi foram os últimos povos indígenas a habitar o território atualmente conhecido como Nova Iguaçu. Antes deles, os tamoios, que pertencem ao mesmo tronco, também fizeram morada na região. Muito mais tarde, no século XVII, constituiu-se a Vila de Iguassú, utilizada como pouso de tropeiros que transportavam e revendiam mercadorias ainda no período colonial. Durante o Ciclo do Café, em 1822, a vila foi alçada à condição de município. Atualmente, trata-se de uma das cidades mais populosas da Baixada Fluminense.

A inauguração acontece dia 18 de setembro, no Complexo Cultural de Nova Iguaçu, mas especificamente na Casa de Cultura Ney Alberto. Com o intuito de adotar medidas de combate ao novo coronavírus (covid-19), o uso de máscara é obrigatório. No local será auferida temperatura e vai ser disponibilizado álcool em gel. O coquetel de abertura ocorrerá em diversos horários do dia, das 11h às 20h, a fim de evitar aglomerações. A mostra fica em cartaz até o dia 18 de dezembro.

Serviço
Exposição: A cultura tupi nas terras de Guaguassu: Fragmentos da história iguaçuana da Pré-História ao Século XVII
Local: Complexo Cultural de Nova Iguaçu: Casa de Cultura Ney Alberto
Endereço: Rua Getúlio Vargas, 51, Centro, Nova Iguaçu
Entrada: Gratuita
Horário de visitação: 10h às 20h
Exposição em cartaz até 18 de dezembro

Fonte: Iphan

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